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Termina 2º dia do julgamento do ex-dirigente Bo Xilai na China

Internacional|Do R7

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Jinan (China), 23 ago (EFE).- O segundo dia do julgamento do ex-dirigente chinês Bo Xilai terminou nesta sexta-feira no Tribunal Intermediário de Jinan, onde foi julgado por aceitação de suborno, desvio de verba e abuso de poder. Segundo decidiu o presidente do tribunal, o juiz Wang Xuguan, a audiência será retomada amanhã às 8h30 (horário local), quando serão examinadas as acusações de desvio e abuso de poder, após ter visto entre quinta-feira e hoje os relacionados com os subornos recebidos, no valor de US$ 3,5 milhões. Nesta sexta se centrou principalmente na operação de compra de um chalé em Cannes (sudeste da França), realizada por desejo de Gu Kailai, esposa de Bo, e que segundo a acusação foi pago pelo empresário Xu Ming, com um custo de US$ 3,2 milhões. Gu confirmou esta versão em uma declaração gravada previamente e cuja transcrição foi divulgada pelo tribunal através de sua conta no Weibo, similar ao Twitter. Bo reagiu iradamente à declaração de sua esposa, à qual qualificou de "louca": "Ela mudou. Costuma dizer coisas falsas e está em uma situação de loucura", afirmou o ex-dirigente. Na sessão de hoje também prestaram depoimento acerca do caso o arquiteto francês Patrick Devilliers, o ex-"número dois" de Bo, Wang Lijun, e a namorada de Xu Ming, a apresentadora de televisão Jiang Zheng Dolby. A audiência também começou a examinar hoje as acusações sobre desvio, sobre o qual compareceu como testemunha o diretor do Departamento de Planejamento Urbano de Dalian, Wang Zhenggang. Bo é acusado de ter se apropriado de cinco milhões de iuanes (cerca de US$ 800 mil) de fundos oficiais destinados a um projeto confidencial nesta cidade, quando era seu prefeito. Além disso, é atribuído a ele abuso de poder entre 1999 e 2006 como prefeito e secretário-geral do Partido Comunista na cidade de Dalian e como ministro do Comércio "para beneficiar outros". Entre janeiro e fevereiro de 2012, Bo cometeu uma "série de atos" de abuso de poder como secretário-geral do Partido Comunista da cidade de Chongqing (centro), após ser informado das suspeitas em torno de Gu pela morte do empresário britânico Neil Heywood. Em fevereiro de 2012, o "braço direito" de Bo, Wang Lijun, que cumpre 15 anos de prisão por sua participação no caso, detonou o maior escândalo político na China em décadas ao buscar asilo em um consulado americano e revelar a envolvimento de Gu nessa morte, atribuída até então à bebida em excesso. Bo foi destituído em março e Gu, julgada em agosto do ano passado, foi sentenciada à pena de morte, com a possibilidade de a pena ser comutada para prisão perpétua em dois anos. EFE pav-mv/ma

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