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Termina a busca de cadáveres em carcaça de barco naufragado na Itália

Internacional|Do R7

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Roma, 10 out (EFE).- Os mergulhadores das forças e dos corpos de segurança italianos deram por encerrada nesta quinta-feira a busca de corpos na carcaça do barco de imigrantes naufragado faz uma semana frente à ilha de Lampedusa, ao sul da Itália, quando o balanço de mortos já sobe para 309. Segundo informaram fontes da Guarda Litorânea, nesta quinta-feira foram recuperados outros sete cadáveres das imediações dos restos do barco, que parou a cerca de 50 metros de profundidade e a meia milha de Lampedusa, depois que se certificasse que dentro dele não havia mais corpos. Com os 309 corpos recuperados até agora, os que conformam o balanço oficial de vítimas mortais do naufrágio, restam entre 54 e 81 desaparecidos, segundo o relato dos 155 sobreviventes, que situam o número de passageiros do barco que partiu da Líbia entre 510 e 550. "Se pode declarar que dentro dos restos do pesqueiro naufragado em Lampedusa não há mais corpos. As buscas prosseguirão nas zonas externas ao naufrágio", asseguraram as mesmas fontes. A busca dos possíveis desaparecidos na região onde aconteceu o naufrágio há exatamente uma semana será feita com robôs submarinos controlados via cabo e com câmeras e sonar, entre outros meios. Além disso, serão mantidos os voos de helicópteros e aviões que vasculharão a região do alto para avistar se algum corpo emerge e darão apoio aos mergulhadores, que continuarão fazendo buscas submarinas já nas zonas próximas ao lugar no qual aconteceu o naufrágio. A busca e o resgate submarino de corpos aconteceu durante a última semana quase sem descanso, com exceção da parada brusca de cerca de 48 horas ao que os mergulhadores se viram obrigados na sexta-feira e no sábado passado pelas más condições meteorológicas e marinhas nesta pequena ilha, ao sul da Sicília. Um dos sobreviventes da tragédia, o tunisiano Khaled Ben Salam, de 35 anos e suposto "capitão" do barco, foi detido, acusado de tráfego de imigrantes ilegais, homicídio doloso múltiplo e também de naufrágio, depois que os imigrantes o apontaram como o responsável pela travessia. EFE mcs/tr

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