Terrorista "Chacal" revela ter escrito memórias para publicar após sua morte
As memórias foram enviadas a duas pessoas com a orientação que não as tornassem públicas antes que passassem 20 anos ou após sua morte
Internacional|Do R7

O terrorista venezuelano Ilich Ramírez Sánchez, conhecido como "Carlos, o Chacal", revelou nesta terça-feira (14) que tem escritas desde 1992 suas memórias, que não serão publicadas antes de sua morte, com revelações sobre sua vida e sua atividade.
Essas memórias, que finalizou na Jordânia, foram enviadas a duas pessoas com a orientação que não as tornassem públicas antes que passassem 20 anos e que "em qualquer caso deviam publicá-las após sua morte", explicou o "Chacal" perante o tribunal de Paris que o julga em apelação por quatro atentados mortais na França em 1982 e 1983.
Por esse texto, sobre o qual não antecipou nada de seu conteúdo, disse ter pedido US$ 4 milhões, durante uma audiência dedicada ao exame de sua personalidade e na qual o tribunal se chocou de forma repetida com a recusa do acusado a dar nomes de pessoas que faziam parte da Organização de Revolucionários Internacionalistas (ORI), que ele fundou em 1976.
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Perante a insistência do presidente da corte, Regis de Jorna, para saber quem eram os outros fundadores da ORI, criada após abandonar a Frente Popular de Libertação da Palestina, Ramírez Sánchez respondeu com um misto de indignação e ironia. "Você quer me transformar em delator.
Quanto me paga por me fazer de delator? Por acaso tenho cara de delator?", declarou após ter falado sobre sua repulsa pelos "traidores" e sobre o tratamento que sua organização lhes dava: "Os executamos".
O processo atual julga o envolvimento do "Chacal" como suposto responsável do grupo que cometeu quatro atentados que deixaram 11 mortos e mais de 150 feridos em 1982 e 1983. Por esses fatos, se ditou contra ele em dezembro de 2011 a segunda condenação à prisão perpétua.
Sua primeira condenação à prisão perpétua foi ditada em dezembro de 1997 pelo assassinato em Paris, em 27 de junho de 1975, de três pessoas, entre elas dois policiais.
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