Trump ameaça e recua: as vezes em que os EUA quase atacaram o Irã, mas voltaram atrás
Pressões diplomáticas, temor econômico e negociações interromperam as promessas de ofensiva feitas pelo líder americano
Internacional|Do R7
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acumulou ao longo dos últimos anos uma série de ameaças militares contra o Irã que acabaram não se concretizando. Entre prazos finais, discursos inflamados e promessas de “obliterar” a infraestrutura iraniana, o republicano repetidamente elevou a tensão no Oriente Médio antes de anunciar recuos, cessar-fogos ou extensões para negociações diplomáticas.
O comportamento errático passou a ser alvo de críticas internacionais e até de ironias dentro dos próprios Estados Unidos. Analistas, aliados estrangeiros e adversários políticos apontaram que as constantes mudanças de posição enfraqueciam a credibilidade americana e aumentavam a instabilidade global.
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Em meio à guerra iniciada no fim de fevereiro de 2026 e ao temor de uma escalada regional, Trump alternou ameaças de destruição total com apelos por diálogo, frequentemente cedendo a pressões de aliados árabes, líderes estrangeiros e da opinião pública americana.
Março de 2026: ultimato de 48 horas virou prorrogação
Em março, Trump elevou drasticamente o tom ao exigir que o Irã reabrisse o estreito de Ormuz em até 48 horas. O presidente afirmou que destruiria instalações energéticas iranianas caso o prazo não fosse cumprido.
Poucos dias depois, porém, o próprio Trump anunciou o adiamento dos ataques por cinco dias, alegando “conversas produtivas” com representantes iranianos. A pausa seria novamente ampliada posteriormente, enquanto o Irã alertava que responderia atacando infraestrutura energética de países do Golfo.
Março de 2026: nova ameaça contra refinarias e usinas
Em 31 de março, Trump voltou a ameaçar “obliterar” refinarias, poços de petróleo e usinas elétricas iranianas. Em publicação na rede Truth Social, citou inclusive a possibilidade de destruir a ilha de Kharg, um dos principais polos de exportação de petróleo do Irã.
A declaração provocou forte reação internacional e temor nos mercados globais de energia, mas os ataques novamente não aconteceram. O governo americano acabou mantendo negociações indiretas com Teerã e ampliando os prazos para um possível acordo.
Abril de 2026: promessa de levar o Irã à ‘Idade da Pedra’
No início de abril, Trump afirmou em discurso na Casa Branca que os Estados Unidos estavam preparados para atingir o Irã “extremamente duro” e “levá-lo de volta à Idade da Pedra”. O republicano indicou que novas ações militares poderiam ocorrer nas semanas seguintes.
Apesar das declarações, não houve bombardeios imediatos contra infraestrutura iraniana. A ameaça acabou sendo seguida por novos contatos diplomáticos e discussões envolvendo mediadores internacionais.
Abril de 2026: ‘abram o estreito ou viverão no inferno’
Durante uma mensagem divulgada no domingo de Páscoa, Trump voltou a exigir a reabertura do Estreito de Ormuz. Em tom agressivo, afirmou que os iranianos “viveriam no inferno” caso não cedessem.
Na mesma publicação, o presidente chegou a anunciar um suposto “Dia das Usinas” e “Dia das Pontes” para forças americanas selecionarem alvos na região. Mesmo assim, nenhuma ofensiva de grande escala foi lançada após o ultimato.
Abril de 2026: ameaça de destruir uma ‘civilização inteira’
Em uma das declarações mais polêmicas do conflito, Trump escreveu que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais voltar”. A mensagem gerou indignação internacional e críticas de diversos líderes mundiais.
Horas depois da publicação, entretanto, foi anunciado um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão. Segundo o governo americano, o Irã teria apresentado uma proposta considerada viável para futuras negociações.
Abril de 2026: expectativa de bombardeios vira cessar-fogo
Em 21 de abril, Trump declarou que “esperava estar bombardeando” o Irã e afirmou que dificilmente estenderia o cessar-fogo caso não houvesse acordo imediato.
Poucas horas depois, porém, anunciou a ampliação indefinida da trégua. Segundo o presidente, representantes iranianos haviam solicitado mais tempo para apresentar uma proposta unificada de negociação.
Maio de 2026: aliados árabes convenceram Trump a desistir
O episódio mais recente ocorreu há poucos dias, quando Trump revelou que os Estados Unidos haviam planejado ataques para o dia 19, mas suspenderam a operação após pedidos de líderes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Catar.
Segundo o governo americano, os aliados do Golfo acreditavam que ainda havia possibilidade de um acordo nuclear com Teerã. Ao mesmo tempo, crescia dentro dos EUA a pressão contra a guerra, impulsionada pelo aumento da inflação, pela crise energética e pela rejeição popular ao conflito.
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