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Trump ameaça e recua: as vezes em que os EUA quase atacaram o Irã, mas voltaram atrás

Pressões diplomáticas, temor econômico e negociações interromperam as promessas de ofensiva feitas pelo líder americano

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Trump fez diversas ameaças militares ao Irã, mas recuou devido a pressões diplomáticas e econômicas.
  • Em março de 2026, um ultimato de 48 horas para o Irã reabrir o estreito de Ormuz foi prorrogado após conversas diplomáticas.
  • Abril de 2026 foi marcado por ameaças de destruição massiva ao Irã, mas resultou em cessar-fogo e negociações mediadas por países como o Paquistão.
  • Em maio de 2026, líderes árabes convenceram Trump a desistir de ataques planejados, buscando um acordo nuclear e evitando a escalada do conflito.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Trump chegou a ameaçar destruir 'civilização inteira' no Irã The White House

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acumulou ao longo dos últimos anos uma série de ameaças militares contra o Irã que acabaram não se concretizando. Entre prazos finais, discursos inflamados e promessas de “obliterar” a infraestrutura iraniana, o republicano repetidamente elevou a tensão no Oriente Médio antes de anunciar recuos, cessar-fogos ou extensões para negociações diplomáticas.

O comportamento errático passou a ser alvo de críticas internacionais e até de ironias dentro dos próprios Estados Unidos. Analistas, aliados estrangeiros e adversários políticos apontaram que as constantes mudanças de posição enfraqueciam a credibilidade americana e aumentavam a instabilidade global.


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Em meio à guerra iniciada no fim de fevereiro de 2026 e ao temor de uma escalada regional, Trump alternou ameaças de destruição total com apelos por diálogo, frequentemente cedendo a pressões de aliados árabes, líderes estrangeiros e da opinião pública americana.

Março de 2026: ultimato de 48 horas virou prorrogação

Em março, Trump elevou drasticamente o tom ao exigir que o Irã reabrisse o estreito de Ormuz em até 48 horas. O presidente afirmou que destruiria instalações energéticas iranianas caso o prazo não fosse cumprido.


Poucos dias depois, porém, o próprio Trump anunciou o adiamento dos ataques por cinco dias, alegando “conversas produtivas” com representantes iranianos. A pausa seria novamente ampliada posteriormente, enquanto o Irã alertava que responderia atacando infraestrutura energética de países do Golfo.

Março de 2026: nova ameaça contra refinarias e usinas

Em 31 de março, Trump voltou a ameaçar “obliterar” refinarias, poços de petróleo e usinas elétricas iranianas. Em publicação na rede Truth Social, citou inclusive a possibilidade de destruir a ilha de Kharg, um dos principais polos de exportação de petróleo do Irã.


A declaração provocou forte reação internacional e temor nos mercados globais de energia, mas os ataques novamente não aconteceram. O governo americano acabou mantendo negociações indiretas com Teerã e ampliando os prazos para um possível acordo.

Abril de 2026: promessa de levar o Irã à ‘Idade da Pedra’

No início de abril, Trump afirmou em discurso na Casa Branca que os Estados Unidos estavam preparados para atingir o Irã “extremamente duro” e “levá-lo de volta à Idade da Pedra”. O republicano indicou que novas ações militares poderiam ocorrer nas semanas seguintes.


Apesar das declarações, não houve bombardeios imediatos contra infraestrutura iraniana. A ameaça acabou sendo seguida por novos contatos diplomáticos e discussões envolvendo mediadores internacionais.

Abril de 2026: ‘abram o estreito ou viverão no inferno’

Durante uma mensagem divulgada no domingo de Páscoa, Trump voltou a exigir a reabertura do Estreito de Ormuz. Em tom agressivo, afirmou que os iranianos “viveriam no inferno” caso não cedessem.

Na mesma publicação, o presidente chegou a anunciar um suposto “Dia das Usinas” e “Dia das Pontes” para forças americanas selecionarem alvos na região. Mesmo assim, nenhuma ofensiva de grande escala foi lançada após o ultimato.

Abril de 2026: ameaça de destruir uma ‘civilização inteira’

Em uma das declarações mais polêmicas do conflito, Trump escreveu que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais voltar”. A mensagem gerou indignação internacional e críticas de diversos líderes mundiais.

Horas depois da publicação, entretanto, foi anunciado um cessar-fogo de duas semanas mediado pelo Paquistão. Segundo o governo americano, o Irã teria apresentado uma proposta considerada viável para futuras negociações.

Abril de 2026: expectativa de bombardeios vira cessar-fogo

Em 21 de abril, Trump declarou que “esperava estar bombardeando” o Irã e afirmou que dificilmente estenderia o cessar-fogo caso não houvesse acordo imediato.

Poucas horas depois, porém, anunciou a ampliação indefinida da trégua. Segundo o presidente, representantes iranianos haviam solicitado mais tempo para apresentar uma proposta unificada de negociação.

Maio de 2026: aliados árabes convenceram Trump a desistir

O episódio mais recente ocorreu há poucos dias, quando Trump revelou que os Estados Unidos haviam planejado ataques para o dia 19, mas suspenderam a operação após pedidos de líderes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Catar.

Segundo o governo americano, os aliados do Golfo acreditavam que ainda havia possibilidade de um acordo nuclear com Teerã. Ao mesmo tempo, crescia dentro dos EUA a pressão contra a guerra, impulsionada pelo aumento da inflação, pela crise energética e pela rejeição popular ao conflito.

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