Turquia questiona envolvimento do PKK em morte de policiais
Internacional|Do R7
Istambul, 22 jul (EFE).- O porta-voz do governo da Turquia, Bülent Arinç, afirmou que ainda não foi confirmada oficial a responsabilidade do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) pelo assassinato de dois policiais, encontrados mortos nesta quarta-feira em um apartamento em Ceylanpynar, no sudeste da Turquia. "Sabemos que atiraram nos policiais pelas costas enquanto dormiam. O PKK reivindicou este assassinato, de acordo com um comunicado divulgado pela agência 'Firat'. Ainda estamos investigando se realmente há um vínculo com esta organização ou se foi uma ação individual", explicou Arinç. "Mas, de qualquer ângulo, é um ato de terrorismo", acrescentou ele durante entrevista coletiva divulgada ao vivo pela emissora "NTV". O porta-voz disse também que, apesar de tudo, um processo de paz "racional" com o PKK pode continuar sob qualquer governo, se a guerrilha curda se comprometer a entregar as armas. "Se quiserem continuar atirando, queimando máquinas, ameaçando pessoas, não será possível aceitar continuar o processo", afirmou o porta-voz, em alusão à atividade da guerrilha, intensificada no último mês. Um sargento turco morreu em um tiroteio na segunda-feira em um dos poucos confrontos com mortes desde que o PKK declarou cessar-fogo unilateral no segundo semestre de 2013. O duplo assassinato em Ceylanpinar, cidade na fronteira com a Síria, na província de Panlyurfa, região fora da área de atividade mais habitual do PKK, não combina com as táticas desta guerrilha, e sua reivindicação causou perplexidade em parte da população turca. Por outro lado, Arinç rebateu as acusações da esquerda curda de que o governo não tem feito o suficiente para desmantelar as redes jihadistas na Turquia, como a do autor do atentado de Suruç, que na segunda-feira deixou 32 mortos. "A polícia estava lá. São vocês que não deixam a polícia trabalhar", disse, referindo-se à habitual desconfiança entre os agentes e as autoridades locais ligadas ao partido pró-curdo de esquerda HDP. EFE iut/cd/id











