UE seguirá de perto prisão de Assange e diz que é assunto judicial
Ativista do WikiLeaks tinha entrado na embaixada do Equador em Londres há quase sete anos para evitar sua extradição para a Suécia
Internacional|Da EFE

A Comissão Europeia (CE), órgão executivo da União Europeia (UE), afirmou nesta quinta-feira (11) que vai acompanhar "de perto" a detenção do fundador do site "WikiLeaks", Julian Assange, na embaixada do Equador em Londres, acrescentando que se trata de um assunto cuja decisão cabe à Justiça.
"Soubemos há alguns minutos e, como norma geral, não improvisamos uma posição sobre eventos que estão ainda se desenrolando", declarou o porta-voz chefe da CE, Margaritis Schinas, durante a entrevista coletiva diária do órgão.
O porta-voz acrescentou que a CE vai acompanhar "de perto" o assunto e que o órgão se pronunciaria "se houver algum assunto europeu no caso".
Nesse sentido, Schinas reconheceu que "por se tratar de uma detenção judicial europeia na qual também está envolvida a Suécia, isto será discutido muitas vezes aqui", em referência ao país que pede a entrega do jornalista desde 2012 por supostos crimes sexuais.
Schinas destacou que se trata de "um processo que está nas mãos dos juízes, e que quando os juízes falam, os políticos deveriam se calar".
Assange preso na Embaixada do Equador
Assange foi detido hoje na embaixada do Equador em Londres, depois que esta autorizou a entrada da polícia britânica no recinto, uma vez que o governo do país sul-americano decidiu retirar o asilo do jornalista.
O ativista, de 47 anos, tinha entrado na embaixada há quase sete anos para evitar sua extradição para a Suécia.
Em 2010, o "WikiLeaks" divulgou mais de 90 mil documentos classificados relacionados com ações militares americanas no Afeganistão e cerca de 400 mil documentos secretos sobre a Guerra do Iraque.
Naquele mesmo ano, Assange também começou a divulgar cerca de 250 mil correspondências e documentos diplomáticos provenientes do Departamento de Estado dos EUA.












