Último dia da cúpula nuclear com o Irã começa sem acordo à vista
Internacional|Do R7
Lausanne, 31 mar (EFE).- O último dia das negociações nucleares com o Irã começou nesta terça-feira em Lausanne, na Suíça, com uma primeira reunião plenária dos responsáveis das Relações Exteriores do Grupo 5 + 1 (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França, além da Alemanha) informaram fontes diplomáticas. As partes tentam conseguir até a meia-noite de hoje um acordo político que ponha fim a 12 anos de questionamentos sobre o controvertido programa nuclear da República Islâmica. A comunidade internacional quer evitar que o Irã adquira os conhecimentos e materiais necessários para uma bomba nuclear, embora ontem à noite não houvesse indícios que um acordo era iminente ou provável. Depois dessa primeira reunião de seis lados, os ministros se reuniram em conjunto com seu colega iraniano, Mohammed Javad Zarif, o negociador nuclear chefe da República Islâmica. Todos os ministros das Relações Exteriores do chamado Grupo 5+1 se encontram na Suíça hoje, com exceção do russo Sergei Lavrov. O ministro russo voltou na segunda-feira pela tarde a Moscou para cumprir outras obrigações, mas voltaria hoje a Lausanne caso um acordo com o Irã fosse iminente, explicaram fontes de sua delegação. Segundo explicou ontem à imprensa o ministro das Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, a duração de um eventual acordo é um dos grandes empecilhos que separa as partes. Os prazos cogitados são entre 10 e 15 anos de duração, um período de tempo depois do qual a comunidade internacional exige garantias adicionais de que o Irã não possa desenvolver tecnologia nuclear militar. Além disso, as modalidades de uma eventual suspensão das sanções internacionais, sobretudo as das Nações Unidas, estão ainda separando os negociadores. Quanto aos detalhes técnicos mais relevantes as partes foram aproximando posições nas últimas semanas, com uma previsível redução do número de centrífugas para o enriquecimento de urânio, de atualmente 20.000 para um número em torno de 6.000. Por outro lado, segue existindo certa confusão sobre que fazer com o urânio já enriquecido no Irã, embora uma das opções mais prováveis é seu envio ao exterior, previsivelmente à Rússia. EFE jk/rsd












