Venezuela detém 2 suspeitos de planejar matar Maduro e acusa Uribe
Internacional|Do R7
Caracas, 26 ago (EFE).- O governo da Venezuela anunciou nesta segunda-feira a detenção de dois colombianos por uma suposta tentativa de matar o presidente Nicolás Maduro, na qual, assim como em uma denúncia feita em julho, envolveu o ex-governante colombiano Álvaro Uribe. O ministro do Interior, general Miguel Ángel Rodríguez, informou em entrevista coletiva que em 15 de agosto foram detidos perto de Caracas dois colombianos, Víctor Gueche e Erik Hortas, de 18 e 22 anos, respectivamente, com fuzis "com mira laser". Além disso, foram encontradas munição e uma foto de Maduro com o presidente da Assembleia Nacional (AN, unicameral), Diosdado Cabello. "Álvaro Uribe Vélez sem dúvida alguma tem conhecimento de todas essas coisas que estão acontecendo. Todo o mundo sabe que é um homem com controle sobre grupos narcotraficantes e não estranhamos em absoluto que ele seja, diretamente ou através de operadores", um dos envolvidos, disse o ministro. Segundo Rodríguez, os detidos fazem parte de um grupo de dez pessoas, cujo chefe é o colombiano Óscar Alcántara, detido na Colômbia em março, e que tem como "segundo líder" Alejandro Caicedo, conhecido como "David". Caicedo, de acordo com o ministro, facilitou a chegada dos dois detidos e de outras sete pessoas que não foram capturadas à Venezuela, onde um venezuelano os levou até Caracas. O titular da pasta insistiu que a identidade dos dez membros da quadrilha de "ladrões com grande experiência" lhe foi proporcionada pelas autoridades da Direção de Inteligência da Colômbia, em uma viagem que, segundo disse, fez pessoalmente a Bogotá nos últimos dias. O plano, chamado "carpeta amarilla" (pasta amarela), continua sendo investigado "para garantir a vida das autoridades da Venezuela", acrescentou. Rodríguez se comprometeu a "desmontar toda essa conspiração internacional que pretende desestabilizar e acabar com o processo revolucionário, tirando a vida do presidente da República ou, em sua ausência, do presidente da Assembleia Nacional". Diosdado disse em 31 de julho que o plano havia sido organizado por Uribe, o ex-presidente de facto de Honduras Roberto Micheletti e pelo ex-agente da CIA Luis Posada Carriles, de Miami, e que para isso "têm mais de US$ 2 milhões e meio acumulados". Rodríguez insistiu hoje nesses nomes assegurando que os supostos envolvidos em planejar o assassinato realizaram várias reuniões não apenas na Colômbia e Miami, mas também no Panamá. "O cérebro inicial de toda a organização é Posada Carriles, (...) são pessoas ligadas diretamente a Posada Carriles", acrescentou, em alusão ao ex-agente, ao que a Venezuela e Cuba acusam pela explosão de um avião em 1976 com 73 pessoas a bordo. Neste ano, o governo venezuelano denunciou vários supostos complôs e tentativas de assassinato, nas quais estariam envolvidos matadores salvadorenhos e colombianos. Em junho, Rodríguez informou sobre a detenção de nove pessoas nos estados ocidentais de Portuguesa e Táchira ligadas a dois grupos paramilitares colombianos com supostos planos de atentado contra Maduro, dos quais não se voltou saber nada oficialmente. No início de maio, Maduro acusou Uribe de ser um "assassino" e coordenar um plano para matá-lo, e denunciou que paramilitares estavam tentando entrar em seu país com para isso. EFE arv-aa/tr











