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Venezuela expulsa adido militar da embaixada dos Estados Unidos

Internacional|Do R7

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Caracas, 5 mar (EFE).- O governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, anunciou nesta terça-feira que expulsou o adido aeronáutico da embaixada dos Estados Unidos, David del Mónaco, por "propor projetos desestabilizadores" a integrantes das Forças Armadas. O militar americano tem 24 horas para deixar o país, disse o vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em um pronunciamento televisivo. "Conhecemos e fizemos o acompanhamento das ações ilegais, que burlam e violam os acordos internacionais, deste funcionário da embaixada dos Estados Unidos", e "tem 24 horas para fazer suas malas e sair da Venezuela", afirmou. O vice-presidente venezuelano explicou que o adido aeronáutico americano "teve o trabalho de buscar militares ativos para, primeiro, investigar a situação das Forças Armadas e, em segundo lugar, para propor projetos desestabilizadores, para conectá-los com os projetos desestabilizadores". Isso atenta, acrescentou, "contra a estabilidade militar e política de nosso país", cujo governo já entregou à embaixada americana "a nota verbal" informando a expulsão do adido militar. "Devem respeitar a Venezuela, devem respeitar as nossas Forças Armadas", afirmou Maduro, que também garantiu estar "atrás de pistas de outros elementos que configuram todo este quadro venenoso, para causar perturbações, para tentar gerar pequenas perturbações, uma guerra de rumores, danos econômicos, e configurar o quadro para dar um golpe". O que se pretende, insistiu, é atentar "contra a vida social da nossa pátria, contra a paz da nossa pátria, do nosso povo". O governo anunciou ontem à noite que Chávez apresentou "uma piora das funções respiratórias relacionada com o estado de baixa imunidade devido a sua situação clínica". O último relatório sobre a saúde do governante, lido ontem à noite pelo ministro da Comunicação, Ernesto Villegas, revelou que Chávez "está sendo submetido a uma quimioterapia de forte impacto", seu estado geral "continua muito delicado" e a função respiratória piorou com uma "nova e grave infecção". Chávez retornou à Caracas há duas semanas após mais de dois meses em Cuba, onde foi operado de um câncer na região pélvica pela quarta vez em dezembro. EFE arv/rpr

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