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Venezuela se despede de Chávez com honras, e Maduro promete manter sua luta

Internacional|Do R7

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Laura Barros. Caracas, 8 mar (EFE).- A Venezuela se despediu nesta sexta-feira de seu presidente, Hugo Chávez, com uma cerimônia que reuniu líderes de mais de 50 países e na qual seu sucessor, Nicolás Maduro, lhe jurou lealdade e prometeu que continuará sua luta. A Academia Militar de Caracas, que o governante descrevia como sua casa, foi palco de um funeral que foi acompanhado nos arredores por milhares de pessoas que ainda esperam para se despedir de Chávez. "A batalha continua, Chávez vive, a luta continua! Viva Hugo Chávez, viva nosso povo", gritou emocionado Maduro ao coroar um discurso de pouco mais de 30 minutos que pôs fim a uma cerimônia que começou por volta do meio-dia local (13h30 de Brasília) com o hino nacional da Venezuela. Horas antes, Maduro tinha recebido chefes de Estado e de Governo assim como delegados de 50 países que foram se despedir do governante que promoveu mecanismos como a União de Nações Sul-americanas (Unasul), a Comunidade de Estados Americanos e Caribenhos (Celac) ou acordos como Petrocaribe ou a Aliança Bolivariana para as Américas (Alba). Perto do caixão envolvido com a bandeira venezuelana, Maduro, o homem que Chávez ungiu em dezembro como seu sucessor e que hoje tomará posse como presidente interino, foi aplaudido de pé por ministros e funcionários por sua lealdade a quem chamou hoje de "presidente em funções". "Aqui está o senhor, comandante, com seus homens, de pé, todos os seus homens e mulheres, leais, como o juramos perante o senhor, leais até além da morte e o senhor, presidente em funções da República Bolivariana da Venezuela, comandante-em-chefe de nossa Força Armada", acrescentou o vice-presidente. Maduro destacou que "se cumpriu a palavra" do líder da Revolução cubana, Fidel Castro, que, segundo ele, tinha previsto a Chávez que quando tivessem que ir, o fariam com seus "povos, vitoriosos, de pé, com a bênção e o amor dos justos e das justas". Chávez, ainda de acordo com Maduro, deixou como "testamento" a Constituição aprovada "pelo povo". Além disso, ele afirmou que deve ser consolidada a "independência" conquistada "nos 14 anos de revolução democrática popular e bolivariana, construir o socialismo, constituir a Venezuela como um país potência no marco da grande potência da América Latina, construir um mundo de equilíbrio e contribuir com a preservação da vida no planeta e a salvação da espécie". Maduro assumirá hoje o cargo de presidente interino do país durante 30 dias até a convocação de eleições previstas na Constituição. O agora sucessor de Chávez recebe temporariamente uma Venezuela que fechou 2012 com uma inflação de 20,1% e recentemente desvalorizou em 31,7% sua moeda frente ao dólar para combater o "surto inflacionário e especulativo" de um país que, após 14 anos de revolução, está polarizado entre chavistas e antichavistas. Além disso, os números de criminalidade, com mais de 16 mil assassinatos anuais, colocam a Venezuela como um dos lugares mais inseguros da região. Uma sentença do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) divulgada enquanto acontecia o funeral de Estado estabeleceu que, com a morte de Chávez, Maduro "encerra o exercício de seu cargo anterior" de vice-presidente e passa a ser o "presidente encarregado". Como tal, "exerce todas as atribuições constitucionais e legais como chefe do Estado, chefe de Governo e comandante-em-chefe da Força Armada Nacional Bolivariana", acrescenta o texto, que prevê que "deve ser convocada uma eleição universal, direta e secreta". Maduro, detalha a sentença, "não está obrigado a deixar o cargo" de presidente encarregado para participar como candidato do pleito, que, de acordo com a Constituição deve ser convocado no prazo de 30 dias no caso de falta absoluta do chefe de Estado. EFE lb/id (fotos) (vídeo)

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