Vídeo explicativo mostra como funcionam armas de fragmentação
Munição utilizada desde a Segunda Guerra Mundial tem como objetivo dispersar vários outros projéteis menores
Internacional|Do R7
A Casa Branca anunciou na sexta-feira (7) que os Estados Unidos vão fornecer à Ucrânia armas de fragmentação, também conhecidas como clusters. O presidente Joe Biden aprovou o fornecimento da munição "após uma recomendação unânime", informou à imprensa o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan.
Segundo a agência de notícias AFP, armas de fragmentação recebem este nome pois dispersam vários outros projéteis menores (assista ao vídeo abaixo), concebidos para explodirem antes, durante ou depois do impacto. Dependendo do tipo de munição utilizada, o número de pequenos projéteis oscila entre poucas dezenas e mais de 600.
No caso das armas de fragmentação fornecidas pelos Estados Unidos à Ucrânia, os projéteis têm 155 milímetros, de acordo com o jornal americano The New York Times, e podem voar por cerca de 32 quilômetros antes de se abrir no ar e liberar 72 pequenos projéteis. Eles normalmente explodem com o impacto ao longo do perímetro de uma área oval maior que um campo de futebol.
A Human Rights Watch, ONG fundadora da Coligação Contra as Bombas de Fragmentação (CMC, na sigla em inglês), alerta que armas de fragmentação representam uma "ameaça imediata" para os civis durante o conflito, uma vez que “espalham aleatoriamente submunições ou bombas em uma ampla área".
A ONG explica que esse tipo de munição "continua a representar uma ameaça pós-conflito, deixando restos, incluindo submunições que não explodem no impacto, tornando-se minas terrestres de fato".












