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Violência diminui na quinta noite de distúrbios em Belfast

Internacional|Do R7

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Dublin, 17 jul (EFE).- Agentes do Serviço de Polícia da Irlanda do Norte (PSNI) foram atacados em Belfast por jovens protestantes, apesar do número de manifestantes ter sido menor e não foram registrados feridos, informou nesta quarta-feira uma porta-voz policial. A fonte explicou que até 35 coquetéis molotov foram lançados contra as forças de segurança em diferentes pontos de Belfast, onde a violência foi mais intensa no leste da capital da província britânica. "O número de gente envolvida nos desordens foi menor que em noites anteriores", precisou a porta-voz do PSNI, e acrescentou que também foram incendiadas seis carros e uma motocicleta. Embora não tenha havido feridos ontem à noite, são já 71 os agentes do PSNI que ficaram feridos desde que sexta-feira uma manifestação da Ordem de Orange se tornou violenta na capital, no início da tradicional temporada de paradas dos protestantes. Diante da gravidade da situação, o vice-presidente americano, Joe Biden, falou esta segunda-feira para expressar sua preocupação com o ministro principal norte-irlandês, o unionista Peter Robinson, e seu adjunto no Executivo de poder compartilhado entre católicos e protestantes, o nacionalista Martin McGuinness. Nesse sentido, o ex-enviado especial de Washington para a Irlanda do Norte Richard Haas voltará à província nesta semana para participar de uma rodada de conversas com todos os partidos para analisar o assunto das paradas. Durante uma sessão extraordinária da Assembleia autônoma, os deputados aprovaram ontem por apenas um voto uma moção apresentada pelo majoritário Partido Democrático Unionista (DUP) que pedia respeito com as tradições da comunidade protestante e criticava a decisão adotada pela Comissão de Paradas, o órgão que desde 1998 decide as rotas das marchas. A Comissão decidiu na semana passada vetar a passagem de uma manifestação da Ordem de Orange pelo bairro católico de Ardoyne, no norte de Belfast, o que levou vários jovens protestantes a entrar em conflito com o PSNI. Quanto a isso, Robinson assegurou na Assembleia que a Comissão tomou essa decisão por "motivos políticos", para obrigar, disse, à Ordem de Orange que mantenha conversas com ela e com os residentes nas rotas para negociar o percurso das paradas. "Acho que a Comissão se equivocou. Não acho que a Comissão ainda tenha credibilidade ou o respeito da comunidade como para continuar existindo", afirmou o líder do DUP, que acredita que os partidos, junto a Haas, sejam capazes de encontrar alternativas à Comissão de Paradas. EFE ja/tr

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