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Zara é investigada por trabalho escravo na Argentina

Na fábrica, foram encontrados trabalhadores em condição de semi-escravidão, a maioria dos quais bolivianos 

Internacional|Ansa

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A marca de roupas Zara é de origem espanhola e já sofreu acusações de trabalho escravo também no Brasil
A marca de roupas Zara é de origem espanhola e já sofreu acusações de trabalho escravo também no Brasil

O jornal britânico Daily Telegraph publicou nesta quinta-feira (4) um inquérito acusando a empresa espanhola Zara de vender roupas produzidas por trabalho escravo na Argentina.

Segundo o Telegraph, as autoridades argentinas realizaram na semana passada uma inspeção em uma planta de produção de propriedade da empresa "La Alameda", fornecedora da Zara. Na fábrica, foram encontrados trabalhadores em condição de semi-escravidão, a maioria dos quais bolivianos e entre eles vários menores de idade, obrigados a trabalhar por 13 horas por dia sem pausas e sem a permissão de deixar o lugar de trabalho.


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"Essas acusações nos surpreendem e, com base nas poucas informações à nossa disposição, podemos afirmar que essa fábrica não tem nenhuma relação com nossos fornecedores certificados na Argentina. Somos disponíveis para trabalhar com 'La Alameda', mas nunca fomos contatados nem por eles nem pelas autoridades argentinas".

Zara, rede internacional de lojas de roupas e acessórios, é o primeiro grupo europeu no setor da venda de roupas e o segundo a nível mundial, possuindo 1.540 lojas em 78 países. A empresa é de propriedade do espanhol Amancio Ortega, um dos homens mais ricos do mundo. 


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