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Governo apresenta plano para ‘asfixiar financeiramente’ o crime organizado no país

Plano prevê combate às facções, reforço em presídios e integração com os EUA após reunião com Trump

Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lançamento do programa "Brasil Contra o Crime Organizado" pelo presidente Lula no Palácio do Planalto.
  • Medidas incluem fortalecimento das investigações, ações contra lavagem de dinheiro e melhorias na segurança dos presídios.
  • Programa estruturado em quatro eixos: asfixia financeira, segurança prisional, qualificação das investigações e combate ao tráfico de armas.
  • Cooperação com os EUA e criação de uma base integrada em Manaus para o combate ao crime organizado na região amazônica.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O programa Brasil Contra o Crime Organizado foi construído em diálogo com todos os estados do país Ricardo Stuckert/PR - 24.04.2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança nesta terça-feira (12), no Palácio do Planalto, o programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, iniciativa do governo federal voltada ao enfrentamento de facções criminosas, milícias e tráfico de armas e drogas. O anúncio será feito ao lado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

A proposta foi construída em diálogo com estados, especialistas e forças de segurança pública e prevê medidas para desarticular as bases econômicas, operacionais e sociais das organizações criminosas no país.

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Entre os principais pontos estão o fortalecimento das investigações, ações contra lavagem de dinheiro, ampliação da segurança em presídios e integração entre forças policiais brasileiras e internacionais.

Dinheiro de facções e segurança prisional

O programa será estruturado em quatro eixos estratégicos: 1) asfixia financeira das organizações criminosas; 2) fortalecimento da segurança no sistema prisional; 3) qualificação da investigação e esclarecimento de homicídios; e 4) combate ao tráfico de armas.

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Entre as medidas previstas estão o fortalecimento das FICCOs (Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado), a criação de uma FICCO Nacional para operações interestaduais e ações de rastreamento de ativos financeiros ligados às facções criminosas.

O governo também pretende ampliar leilões centralizados de bens apreendidos e intensificar o monitoramento de movimentações financeiras suspeitas, incluindo operações envolvendo fintechs e lavagem de dinheiro em setores econômicos.

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No sistema penitenciário, serão adotados planos padrões de segurança inspirados nos presídios federais em unidades estaduais consideradas estratégicas.

As medidas incluem ampliação do uso de bloqueadores de celulares, equipamentos de raio-X e ações integradas para retirada de armas, drogas e celulares das unidades prisionais.

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Investigações e combate ao tráfico de armas

Já na área de investigação criminal, o governo vai investir em polícias científicas e IMLs (Institutos Médico-Legais), além da expansão dos Bancos de Perfis Genéticos e da integração do Sistema Nacional de Análise Balística.

No enfrentamento ao tráfico de armas, o programa prevê a criação da RENARME (Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas), o fortalecimento do SINARM (Sistema Nacional de Armas) e operações integradas em regiões de fronteira para rastrear armamentos utilizados pelo crime organizado.

Em nota ao R7, o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que o programa “respeita as competências constitucionais de cada ente federativo” e busca reforçar a cooperação entre União, estados e municípios no combate às organizações criminosas.

Reunião com os EUA

O lançamento acontece uma semana depois da reunião entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teve o combate ao crime organizado entre os temas debatidos.

Em publicação nas redes sociais na última sexta-feira (8), Lula afirmou que o governo pretende “destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções”.

Lula também chegou a falar que não tratou da possível classificação de organizações criminosas brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, como grupos terroristas por parte dos EUA.

“Não foi discutido isso [classificar organização criminosa como grupo terrorista]. Não discutimos facção criminosa e terrorismo com o presidente Trump”, disse ele em uma coletiva de imprensa em Washington, D.C.

Porém, segundo o governo federal, Brasil e Estados Unidos estabeleceram um acordo de cooperação para troca de dados em tempo real e monitoramento compartilhado de cargas em aduanas, com foco no combate ao tráfico de armas e drogas.

O presidente também anunciou a criação de uma base integrada em Manaus para reforçar o combate ao crime organizado na região amazônica e nas fronteiras brasileiras.

A estrutura contará com representantes das polícias de países da América do Sul.

“Disse para ele [Trump] que nós estamos dispostos a construir um grupo de trabalho com todos os países da América do Sul, com todos os países da América Latina e com todos os países do mundo, para a gente criar um grupo forte de combate ao crime organizado. Não é hegemonia de um país ou de outro querer combater o crime organizado. É uma coisa que tem que ser compartilhada com todos, e o Brasil tem expertise. O Brasil tem uma extraordinária Polícia Federal, o Brasil tem experiência no combate às drogas, no combate ao tráfico de armas”, afirmou Lula.

*Estagiária do R7, sob supervisão de Joana Pae, editora de texto.

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