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Acusado de matar a esposa e forjar acidente de carro vira réu por feminicídio

Justiça aceitou denúncia do Ministério Público e manteve a prisão preventiva de Alison de Araújo Mesquita, preso desde dezembro do ano passado

Minas Gerais|Lucas Eugênio, da RECORD Minas e Cler Santos, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Alison de Araújo Mesquita foi acusado de matar a esposa, Henay Rosa Gonçalves Amorim, e tentar forjar um acidente de trânsito para encobrir o crime.
  • A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público e manteve a prisão preventiva de Alison, preso em flagrante desde dezembro de 2025.
  • O crime foi qualificado como feminicídio, com agravantes de violência doméstica e fraude processual, após evidências de asfixia e um relacionamento conturbado.
  • Imagens de pedágio e mensagens da vítima levantaram suspeitas, levando à prisão de Alison durante o velório da esposa.

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Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 33 anos, era constantemente agredida pelo companheiro
Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 33 anos, era constantemente agredida pelo companheiro Reprodução/RECORD Minas

A Justiça de Minas Gerais tornou réu Alison de Araújo Mesquita, acusado de matar a esposa, Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, e forjar um acidente de trânsito para tentar esconder o crime. A decisão é da juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri – 1º Sumariante da Comarca de Belo Horizonte, que também manteve a prisão preventiva do acusado, detido em flagrante em 15 de dezembro de 2025.

Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Alison asfixiou a companheira dentro de um apartamento no bairro Nova Suíça, na região Oeste de Belo Horizonte, na madrugada de 14 de dezembro. Em seguida, colocou o corpo da vítima no banco do motorista do carro e dirigiu, do banco do passageiro, até a MG-050, na altura do km 90, entre Itaúna e Divinópolis, onde provocou uma colisão para simular um acidente fatal.


A magistrada recebeu a denúncia pelos crimes de feminicídio, com as qualificadoras de violência doméstica e familiar, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual. De acordo com o MPMG, o casal vivia um relacionamento conturbado, marcado por episódios de violência física e psicológica. Ainda conforme a acusação, Henay havia manifestado o desejo de encerrar o relacionamento pouco antes de ser morta.

A defesa de Alison afirmou que confia no Poder Judiciário e informou que apresentará, no momento oportuno, os argumentos da defesa e as contradições que, segundo os advogados, existem no inquérito policial.


Relembre o caso

O caso veio à tona na madrugada de 15 de dezembro de 2025, quando a morte de Henay Rosa Gonçalves Amorim foi inicialmente registrada como consequência de um acidente entre o carro do casal e um ônibus, na MG-050, em Itaúna. No entanto, ainda durante a apuração, imagens de uma praça de pedágio levantaram suspeitas ao mostrarem a vítima aparentemente inconsciente no banco do motorista, enquanto Alison conduzia o veículo sentado no banco do passageiro.


As investigações ganharam força após peritos apontarem indícios de asfixia no rosto de Henay e concluírem que a dinâmica da colisão era incompatível com a causa da morte. Também foram anexadas ao inquérito mensagens em que a vítima relatava agressões sofridas durante o relacionamento, além de fotografias de lesões e registros de atendimentos hospitalares. Diante das evidências, o enterro foi adiado para uma nova perícia, e Alison acabou preso durante o velório da esposa, em Divinópolis. Desde então, o caso passou a ser investigado como feminicídio.

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