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Câncer de Fuad era no testículo e prefeito perdeu a lucidez no fim da vida, revelam médicos

Equipe que acompanhou tratamento do prefeito de Belo Horizonte detalhou quadro de saúde do político nos últimos meses

Minas Gerais|Lucas Eugênio, da RECORD MINAS, com Pablo Nascimento, do R7

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Fuad Noman morreu na manhã desta quarta-feira (26) vítima de um câncer no testículo Divulgação/PBH/Adão

Os médicos que acompanharam o tratamento do prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), revelaram, na tarde desta quarta-feira (26), que o câncer enfrentado pelo político foi diagnosticado no testículo. Até então, o corpo clínico só havia revelado que tratava-se de um tipo de linfoma não-Hodgkin.

Horas após a morte do prefeito, de 77 anos, a equipe do hospital revelou como foi o fim da vida de Fuad Noman. Segundo o médico oncologista Enaldo Melo de Lima, o então chefe do Executivo municipal ficou lúcido boa parte do tratamento, mas perdeu a consciência no final da internação. “Ele tinha momentos em que ficava acordado, mas já não estava mais lúcido. Ele teve uma perda neural difusa. Ele estava traqueostomizado e já nem conseguia mais abrir o olho na fase final”, revelou o especialista que acompanhou Noman desde o início do tratamento.

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“O tratamento dele exigiu uma grande gama de profissionais. Muita gente se dedicou profundamente a isso. A partir de dezembro começou a ter mais problemas de locomoção, por causa de uma complicação neurológica, infecções e descompensação cardíaca. Ele precisou de ventilação mecânica. Algumas semanas ele conseguiu ficar fora dos aparelhos e com pioras, até que teve uma parada cardíaca súbita durante o tratamento”, completou o médico Anselmo Dornas Moura, coordenador da UTI do Hospital Mater Dei.

O diagnóstico do câncer foi divulgado pelo político em julho de 2024, quando estava prestes a iniciar a campanha pela reeleição. Na época, o prefeito já tinha passado por uma cirurgia para retirada do tumor e a quimioterapia. O prefeito comemorou o fim do tratamento em outubro, às vésperas do segundo turno.

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“Ele tinha um linfoma testicular que era sistêmico. Ele teve uma resposta completa e, durante o tratamento, teve complicações decorrentes não só do câncer, mas do tratamento ao qual ele foi submetido”, explicou o médico Enaldo Lima.

Após ser reeleito no fim de outubro, o prefeito foi internado quatro vezes, por diferentes motivos. Em algumas passagens pelo hospital ele precisou ser intubado. A última internação foi no dia 3 de janeiro, devido a um quadro de insuficiência respiratória aguda. Depois disso, ele não saiu mais do hospital, morrendo 82 dias depois.

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“Fuad desenvolveu quadros repetidos, às vezes de infecções, às vezes de problemas inerentes ao cuidado prévio dele, de doenças associadas que ele tinha previamente”, detalhou o oncologista.

Os médicos descartam que a campanha eleitoral tenha agravado o quadro do político. “Ele teve muito estímulo para lutar pela vitória. Ele estava muito determinado. Durante o tratamento, no período pré-eleitoral, ele tomava doses altas de corticoides. Então, ele teve uma potência funcional maior. O período da campanha foi o melhor período dele. Ele teve uma força descomunal. Ele era uma pessoa muito forte, muito resiliente. Ele não teve nenhuma infecção relacionada à exposição dele na campanha”, comentou o médico Enaldo Lima.

Fuad estava acompanhado da esposa, Mônica Drummond, um dos filhos e alguns netos quando morreu.

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