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Defesa de Bruno nega que moto de R$ 20 mil tenha sido presente a traficante 

Família de homem executado afirma que Kawasaki foi dada pelo ex-goleiro

Minas Gerais|Do R7

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Kawasaki Ninja 900cc estava parada na porta de papelaria onde ex-traficante tentava se esconder de atirador
Kawasaki Ninja 900cc estava parada na porta de papelaria onde ex-traficante tentava se esconder de atirador

A Polícia Civil confirmou que a moto Ninja Kawasaki ZX 900 utilizada por um ex-presidiário executado a tiros na última sexta-feira (6) está em nome do goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, condenado por matar a modelo Eliza Samudio. A família da vítima, Cláudio Camargo da Silva, de 41 anos, afirma que o veículo foi um presente dado pelo goleiro após os dois terem se conhecido na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.

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O advogado de Bruno, Francisco Simim, contesta a informação. Ele afirma que a moto estava parada na casa da avó do goleiro e há três anos, foi vendida e o atual proprietário não fez a transferência do documento.

— É coincidência essa moto ter aparecido com um rapaz que cumpria pena no mesmo presídio. Não foi um presente do Bruno, ele não era amigo dele. A moto ficou parada na casa da avó dele e há três anos foi vendida, mas quem comprou não transferiu.


Executado em papelaria

Cláudio Camargo da Silva foi executado com cinco tiros de pistola calibre 9mm, arma de uso restrito das Forças Armadas. O crime aconteceu dentro de uma papelaria no bairro Urca, região da Pampulha, em BH, e foi filmado pelas câmeras do circuito de segurança. A vítima parou a moto na porta da papelaria e tentou se esconder no comércio, mas foi cercado pelo atirador.


Durante o registro, a polícia descobriu que o veículo estava no nome do goleiro. A Kawasaki foi fabricada em 1999 e teve a última guia de IPVA paga em 2008. A tabela da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) aponta que o valor atual de mercado é R$ 19,423.

De acordo com a Polícia Civil, a família de Silva informou que a Kawasaki teria sido um presente do atleta à vítima. Eles teriam se conhecido enquanto Silva cumpria pena por tráfico de drogas na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem, onde o goleiro Bruno também cumpre pena.


Ainda segundo a delegada Elenice Ferreira, apesar de terem se conhecido na cadeia, Silva e Bruno não chegaram a ser colegas de cela.

Circuito de vídeo gravou assassinato:

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