Delegado acusado de matar namorada adolescente participa de audiência
Nove testemunhas foram ouvidas ontem (4), em Ouro Preto, região central do Estado
Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7

O delegado Geraldo Toledo, acusado de matar a namorada adolescente Amanda Linhares, de 17 anos, em abril deste ano, participou da primeira audiência de instrução sobre o caso na tarde da última quarta-feira (4), em Ouro Preto, região central do Estado. Segundo a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), nove testemunhas foram ouvidas no fórum da cidade pela juíza Lúcia Magalhães. Agora, a magistrada aguarda receber quatro depoimentos feitos por carta precatória para marcar uma nova sessão onde Toledo será ouvido.
O delegado responde por homicídio duplamente qualificado e fraude processual. Além dele, outras cinco pessoas, sendo três amigos, a advogada Maria Amélia Cordeiro Tupinambá e a ex-namorada do delegado, Paula Rafaela Rocha Maciel receberam denúncia por tentarem apagar provas e dificultar as investigações. Maria Amélia e Paula ainda vão responder por falso testemunho.
Toledo foi denunciado pelo Ministério Público em junho deste ano.A denúncia foi apresentada à Vara Criminal de Ouro Preto, bem como o pedido de desmembramento do processo com relação aos outros cinco réus. Segundo a promotora de Justiça Luiza Helena Trócilo Fonseca, o inquérito policial apresentou indícios suficientes de autoria do crime. O delegado permanece detido na Casa de Custódia da Polícia Civil, na região leste de BH. Ele nega o crime e mantém a tese de que a menor teria cometido suicídio.
Entenda o caso
Toledo teria atirado em Amanda, com quem tinha um relacionamento amoroso, durante uma briga na estrada que liga Ouro Preto a Lavras Novas, na região central de Minas.
A adolescente ficou internada por quase dois meses no Hospital Pronto-Socorro João 23, na capital. Ela morreu na noite do dia 4 de junho, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. O corpo foi enterrado no cemitério Nossa Senhora da Conceição, em Conselheiro Lafaiete.
Embora o exame de balística não tenha encontrado vestígios de pólvora nas mãos de Amanda, Toledo sustenta que a menor se matou. Um sapato e um estojo de maquiagem da garota foram encontrados na BR-040 e reforçaram as suspeitas de que o policial tentou ocultar provas.















