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Garis liberam Afonso Pena após protesto que afetou coleta de lixo em 144 bairros de BH

Arclan recebe R$ 17,8 milhões por ano; diretores se reúnem na SLU na terça-feira (13)

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7 MG

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Com música, garis criticaram situação precária de trabalho
Com música, garis criticaram situação precária de trabalho

Garis terceirizados pela SLU (Superintendência de Limpeza Urbana) desocuparam a avenida Afonso Pena, na porta da Prefeitura de BH, após uma caminhada em protesto nesta segunda-feira (12).

O grupo, formado por cerca de 50 pessoas, critica a falta de pagamento e condições de trabalho fornecidas pela empresa Arclan. Os funcionários interromperam o serviço de coleta em 144 bairros - 58 na Pampulha, 45 na região norte e 41 em Venda Nova. A SLU enviou equipes próprias para restabelecer o serviço durante a tarde.


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Uma reunião entre diretores da Arclan e prefeitura foi agendada para às 13h de terça-feira (13) para discutir o contrato. Segundo a SLU, a remuneração da empresa, prevista em R$ 17,8 milhões por ano, assinada em março de 2013, está em dia. A Arclan alega dificuldades em cumprir as cláusulas estabelecidas.


Enquanto isso, os garis reclamam de pagamentos atrasados, horas extras, vales, assistência médica e até equipamentos de segurança. Os caminhões também apresentam problemas. Por isso, segundo a categoria, a paralisação está mantida e novas interrupções no trânsito não estão descartadas.

— O salário nosso está atrasado, não estão pagando vale-transporte, não tá dando a participação de lucro a que temos direito, não tem plano de saúde, não tem nada. A situação está precária. Os pneus estão carecas, tem caminhão que já perdeu o freio e entrou dentro de casa. O uniforme é rasgado, porque eles dão usado, não tem botina nova, equipamento de proteção individual, protetor solar.

A SLU, que em nota afirmou ter sido "surpreendida" com a paralisação, destacou funcionários e veículos próprios para o atendimento às regiões afetadas. O serviço começou a ser normalizado às 12h. De acordo com a BHTrans, motoristas ainda sentem reflexos da interdição no complexo da Lagoinha e no cruzamento entre Bahia e Afonso Pena.

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