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Incêndio em aterro sanitário de BH já dura mais de 15 dias 

Fumaça provocada pelas chamas pode intoxicar funcionários 

Minas Gerais|Thaís Mota, do R7

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Chamas já duram aproximadamente 15 dias no aterro
Chamas já duram aproximadamente 15 dias no aterro

Um incêndio que atinge a Central de Tratamento de Resíduos Sólidos (CTR), no bairro Jardim Filadélfia, na região noroeste, em Belo Horizonte, preocupa trabalhadores da SLU (Superintendência de Limpeza Urbana). O fogo queima há aproximadamente 15 dias e a fumaça pode intoxicar funcionários da empresa.

Segundo o diretor do Sindibel (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte), Robson Rodrigues, as chamas tiveram início no dia 18 de novembro próximo à estação de compostagem, onde são depositadas todas as podas do município de Belo Horizonte há cerca de cinco anos. Dessa forma, o fogo está queimando a madeira e o combate é bastante difícil.


— No local, o aterro tem entre 12 e 18 metros de altura e a madeira está queimando lá embaixo. Então, é praticamente impossível conter o fogo. 

Tentativas de conter o fogo não tiveram sucesso
Tentativas de conter o fogo não tiveram sucesso

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Ainda segundo o dirigente sindical, nem mesmo as chuvas registradas nos últimos dias conseguiram combater o incêndio. Entretanto, segundo ele, militares do Corpo de Bombeiros estão monitorando a situação e não há risco do fogo se alastrar.

— Nossa preocupação é com a saúde dos trabalhadores do aterro porque é grande o risco de intoxicação com a fumaça preta gerada pela queima das podas. 


Por meio de nota, o Sindibel cobrou que a SLU tome medidas de remanejamento ou redução de horário dos trabalhadores do aterro e também reivindicou o fornecimento de equipamentos de proteção individual aos funcionários que estão no local. Além disso, o sindicato também solicitou uma avaliação da qualidade do ar no ambiente.

Já a SLU informou que a fumaça é "consequência da queima de poda de árvores em uma área específica da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos, da BR-040. Devido à natureza do material, basicamente madeira, o resultado é uma queima demorada e com fumaça". Além disso, a empresa informou que todas as medidas para minimizar o transtorno estão sendo tomadas.

Em outubro deste ano, um incêndio de grandes proporções destruiu quase meio milhão de metros quadrados na Serra do Curral.

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