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Itabira (MG) terá racionamento de água até novembro por causa da estiagem

Medida do Saae começa nesta quarta-feira (24) e divide a cidade em seis regiões; rodízio semanal busca equilibrar abastecimento

Minas Gerais|Rosildo Mendes, da RECORD MINAS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Racionamento de água em Itabira começa em 24 de setembro e vai até 30 de novembro devido à estiagem severa.
  • A cidade foi dividida em seis regiões, com fornecimento suspenso um dia por semana.
  • A falta de chuvas reduz a vazão das Estações de Tratamento de Água, que atendem 74% da população.
  • Serviços essenciais terão prioridade no abastecimento, e caminhões-pipa estarão disponíveis mediante solicitação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Itabira terá racionamento de água até novembro por causa da estiagem ASCOM/ SAAE Itabira

Diante do nível crítico dos mananciais que abastecem a cidade de Itabira, a 111 km de Belo Horizonte, o Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) dará início, nesta quarta-feira (24), ao racionamento de água no município. A decisão, aprovada pela Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento Básico de Minas Gerais (Arisb-MG), terá validade até 30 de novembro.

De acordo com o plano estabelecido, a cidade foi dividida em seis regiões, e cada uma terá o fornecimento suspenso um dia por semana, das 7h30 às 21h. Aos domingos, não haverá racionamento. Segundo o presidente do Saae, Valdeci Fernandes Júnior, o plano é uma estratégia técnica para garantir justiça no acesso à água, mesmo em cenário de escassez, permitindo a distribuição equilibrada do recurso entre todos os bairros.


A falta de chuvas entre abril e setembro comprometeu severamente o abastecimento. A Estação de Tratamento de Água (ETA) Pureza, responsável por 60 bairros, reduziu a vazão de 130 litros por segundo para 94, mesmo após a implantação da captação emergencial em agosto. Já a ETA Gatos caiu de 80 litros por segundo para apenas 20. Essas duas unidades atendem quase 74% da população itabirana, cerca de 80 mil pessoas.

O prefeito Marco Antônio Lage (PSB) afirmou que a decisão foi difícil, mas necessária. Ele ressaltou que, embora o racionamento seja emergencial, o município tem um compromisso com a solução definitiva por meio do Projeto Rio Tanque, já iniciado pela Vale, que deve ser concluído em até três anos. “Estamos trabalhando para cuidar das pessoas e garantir que ninguém fique desassistido neste período desafiador”, destacou.


Desde agosto, o Saae tem adotado medidas para reduzir os impactos da estiagem, como a captação emergencial no Córrego Rio de Peixe, o aumento do fornecimento de água importada pela Vale, o reúso de água na ETA Gatos, a correção de mais de mil vazamentos e campanhas educativas de conscientização sobre o uso racional da água.

Os serviços públicos essenciais, como unidades de saúde, escolas, creches e asilos, terão prioridade no abastecimento. Em caso de necessidade, o Saae disponibilizará caminhões-pipa mediante solicitação.

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