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Júri popular absolve médico que respondia por três abortos em Campo Belo

William Salume Maia foi inocentado porque jurados não reconheceram autoria

Minas Gerais|Enzo Menezes, do R7

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Fachada do Hospital São Lucas, onde teriam acontecido as curetagens, segundo o MP
Fachada do Hospital São Lucas, onde teriam acontecido as curetagens, segundo o MP

O médico William Salume Maia, de 61 anos, foi absolvido nesta terça-feira (6), em júri popular, pela acusação de ter praticado aborto em três pacientes na cidade de Campo Belo, no sul de Minas, em 2005.

A maioria do conselho de sentença decidiu que foi provada a interrupção das três gestações, mas "não reconheceu a autoria atribuída ao acusado". A sentença foi lida pelo juiz Alexandre de Almeida Rocha na tarde desta terça-feira (6).


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O ginecologista foi julgado por três casos, ocorridos entre agosto e setembro de 2005, em um consultório particular. A curetagem teria sido feita no Hospital São Lucas. Três mulheres com "gravidez indesejada" teriam procurado a clínica para interromper a gravidez. O médico negava os crimes. Como os abortos teriam sido praticados com consentimento das gestantes, a pena em caso de condenação chegaria a até 12 anos de prisão.


O promotor do Ministério Público Carlos Eduardo Avanzi de Almeida pedia a condenação de Salume por dois dos crimes e absolvição no terceiro caso. Na última semana, ele destacou a decisão rara de se levar um médico a júri popular por acusação de interromper a gestação do feto.

Salume respondia ao processo em liberdade e exerce normalmente a medicina.

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