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Menina de quatro anos morta em creche de MG é enterrada  

Os corpos de outras três crianças e a da professora são velados em Janaúba 

Minas Gerais|Ana Gomes, Do R7

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Ana Clara Ferreira Silva, de quatro anos, foi sepultada em Janaúba
Ana Clara Ferreira Silva, de quatro anos, foi sepultada em Janaúba

Uma das crianças mortas na tragédia no norte de Minas foi enterrada na manhã desta sexta-feira (6). Ana Clara Ferreira Silva, de quatro anos, foi sepultada em Janaúba.

Outras três crianças estão sendo veladas em suas casas na cidade. O corpo da professora Heley Abreu Batista, de 43 anos, é velado em uma capela ao lado do cemitério Saudade, também em Janaúba.


Ainda não há informações sobre velório e enterro da quinta criança morta e do autor do ataque Damião Soares Santos, de 50 anos

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O ataque

Familiares foram ao hospital buscar notícias
Familiares foram ao hospital buscar notícias

Damião Santos chegou à creche por volta das 9h para entregar um atestado médico, já que não tinha ido trabalhar na véspera. Ao chegar ao local, ateou fogo ao próprio corpo e a dezenas de crianças.


Ao todo, cinco crianças, uma professora e o suspeito morreram, segundo o Corpo de Bombeiros, no ataque.

Buscas foram feitas na casa de Santos e foram encontrados galões de combustível no local. Segundo a polícia, ele disse à família, na última terça-feira (3), que se mataria em breve, dando um presente a todos.


Vizinho

O músico Armando Júnior, de 25 anos, tinha ido até a porta de casa pegar uma carta na manhã de ontem quando ouviu uma viatura da Polícia Militar entrar na rua onde mora, em alta velocidade. A urgência logo foi revelada por uma vizinha, que gritou desesperada: "Juninho, pelo amor de Deus, ajuda que está pegando fogo lá na creche".

Vizinho do local, Júnior entrou na unidade em chamas na tentativa de salvar vidas. "A gente [outros quatro homens e dois PMs] tentou apagar o fogo, mas estava muito alto e tinha material inflamável. Vi que tinham muitas crianças queimadas fora da creche, chorando. Coloquei no meu carro e corri para o hospital", contou.

O músico levou alunos ao hospital mais próximo e depois passou toda a tarde dando assistência a parentes das vítimas. "Não tenho palavras para descrever o que foi esse dia. Simplesmente acordei e quando fui lá vi aquela cena horrorosa."

Pai de um casal, de dois e três anos de idade que frequentam outra creche, Júnior se disse chocado com a tragédia a 100 metros de sua casa. Após ter ajudado as crianças, ele postou vídeos nas redes sociais falando do resgate e compartilhou pedidos de doação de medicamentos.

* Com informações da RecordTVMinas e Estadão Conteúdo.

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