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Motorista que causou engavetamento no Anel diz que não estava em alta velocidade

Condutor passou por exames toxicológicos e resultados devem ficar prontos em 30 dias

Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7

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Caso foi encaminhado para a delegacia especializada de acidente de veículos
Caso foi encaminhado para a delegacia especializada de acidente de veículos

O motorista da carreta que provocou um engavetamento com dez carros no Anel Rodoviário na noite da última quarta-feira (13) afirmou que não estava em alta velocidade. Daniel Fabrício Faleiro, de 33 anos, foi ouvido na manhã desta quinta-feira (14), no Detran-MG (Departamento de Trânsito de Minas Gerais). Uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas.

De acordo com a assessoria de imprensa da delegacia, ele alegou que trafegava normalmente e tentou frear para evitar a colisão, mas não conseguiu. Faleiro passou por exame de bafômetro no local, que descartou embriaguez. Além disso, ele foi submetido a exames toxicológicos e os resultados devem estar prontos em 30 dias. No entanto, somente a perícia poderá comprovar qual era a velocidade do veículo no momento da batida.


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O delegado Diego Fabiano Alves esteve no local da batida e concluiu que não há indicícios suficientes para indiciar o condutor por homicídio com dolo eventual. Diante dos elementos, o caso foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Acidentes de Veículos e Faleiro foi liberado após prestar esclarecimentos.


Entenda

De acordo com a PM (Polícia Militar), durante o registro da ocorrência, o veículo que provocou a batida estava carregado com 22 toneladas de minério de ferro e seguia de Belo Horizonte para Pará de Minas, na região central do Estado. Há suspeitas de que a carreta tenha perdido os freios na descida para o bairro Buritis, região oeste da capital.

Com o acidente, o veículo de Luiz André Alípio de Araújo, de 43 anos, foi esmagado pela cabine da carreta. Ele ficou preso às ferragens e morreu ainda no local. Outras quatro pessoas ficaram feridas e foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) até o Hospital de Pronto-Socorro João 23. Nenhuma delas corre risco de morte.

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