MP investiga tortura contra detentos em presídio na Grande BH
Crimes teriam ocorrido na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem; 14 agentes são investigados
Minas Gerais|Giovana Maldini*, do R7

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) deflagrou uma operação na manhã desta quinta-feira (15) que investiga a denúnica de prática de crimes de tortura contra detentos na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo o órgão, 14 policiais penais são investigados.
Os crimes de tortura contra presos teriam ocorrido em julho de 2020, mas as investigações começaram a partir de denúncia anônima recebida em fevereiro de 2021. O objetivo da operação Touro de Bronze é apreender celulares, pen-drives, livros de registros de ocorrências e outros documentos de interesse da investigação.
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Ainda segundo o MP, são cumpridos 26 mandados de busca e apreensão na Grande BH, como na penitenciária em Contagem, no presídio de Ibirité, em uma fazenda, em Ribeirão das Neves, e em endereços residenciais nas cidades de Belo Horizonte, Contagem, Betim, Ibirité e Ribeirão das Neves.
O nome da operação faz alusão a um instrumento de tortura construído na região da Sicília, na Itália, no século VI a.C, e utilizado para promover a morte de criminosos.
A operação está sendo realizada pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais, por meio da 11ª Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial de Contagem, do Gaeco e da Polícia Penal, com o apoio das polícias Civil e Militar. A investigação conta com a atuação de quatro promotores de Justiça, 92 policiais penais, 28 policiais civis e 34 policiais militares. Segundo o MP, a investigação tramita em segredo de Justiça.
A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) destacou que também participa da operação. Segundo o órgão, nesta manhã, o secretário de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, e o subsecretário de Inteligência e Atuação Integrada da Sejusp, Christian Vianna, participaram do briefing que sempre ocorre antes da deflagração de uma operação.
"A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública ressalta o seu compromisso em coibir e combater práticas ilícitas pelos seus servidores e está trabalhando de forma integrada com demais instituições e forças de segurança para garantir que toda e qualquer irregularidade seja apurada, nos termos da lei", afirmou a Sejusp em nota.
*Estagiária do R7, sob supervisão de Pablo Nascimento















