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Mulher de ex-senador desmarca depoimento sobre vacina ilegal

Gisa Andradade, casada com Clésio Andrade, deve ser ouvida pela Polícia Federal nesta terça-feira (20), por chamada de vídeo

Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

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Vacinação teria ocorrido em garagem de ônibus
Vacinação teria ocorrido em garagem de ônibus

Gisa Andrade, esposa do ex-senador e ex-vice-governador de Minas Gerais Clésio Andrade, não prestou o depoimento que estava previsto pela PF (Polícia Federal), nesta segunda-feira (19), sobre o esquema de vacinação ilegal em uma garagem de ônibus em Belo Horizonte.

O depoimento foi desmarcado a pedido da defesa de Gisa, que ainda não detalhou o motivo da alteração na data.


Na última semana, Clésio relatou aos delegados que a companheira pagou R$ 3.600 para que ela e os irmãos dele recebessem o suposto imunizante contra a covid-19, aplicado pela falsa enfermeira Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas.

Segundo a equipe do político, ele afirmou em depoimento que não recebeu o medicamento, mas confirmou que levou Gisa à garagem da empresa Coordenadas, ligada ao Grupo Saritur, em Belo Horizonte para a aplicação. De acordo com o político, ele soube dos supostos imunizantes por um amigo e Gisa se interessou e tomou frente por ter problemas de saúde.


Investigação

A Polícia Federal ainda não descobriu se as vacinas aplicadas pela falsa enfermeira Cláudia Mônica Pinheiro Torres de Freitas são falsas. Na casa dela foram encontradas seringas novas e usadas, soro fisiológico e imunizantes contra gripe.

Algumas pessoas que teriam contratado os serviços da mulher que é cuidadora de idosos fizeram exames que indicaram que elas não estão imunes contra a covid-19. Os laudos foram entregues à polícia e vão passar por perícia.

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