Mulher que matou grávida e roubou bebê chegou a registrar criança
Ela usou uma lâmina de barbear para retirar o bebê da barriga da vítima
Minas Gerais|Márcia Costanti, do R7

A mulher que confessou ter assassinado uma mulher grávida e fugido com o bebê chegou a registrar a criança em Ponte Nova, na Zona da Mata. De acordo com a Polícia Civil, Gilmária Silva Patrocínio, de 33 anos, foi até um cartório da cidade no dia 29 de junho. Ela alegou que o filho de Patrícia Xavier, de 21 anos, tinha nascido no dia 26 e deu a ele o nome de João Vítor. A informação foi confirmada pela delegada Iara Gomes.
O crime, descoberto na última terça-feira (30), chocou os moradores do município. Patrícia estava sumida desde o dia 26 e foi achada morta perto de uma lavanderia abandonada. No local, a polícia encontrou também um colchão, um cobertor, roupas sujas de sangue e restos de comida, o que levantou a hipótese de que a mulher havia sido mantida em cativeiro. Ela estava com um corte na barriga e a criança não tinha sido encontrada.
Gilmária foi presa no dia seguinte e confessou o crime. Ela contou aos policiais que usou uma lâmina de barbear para cortar a barriga e o útero da vítima. A mulher participou da reconstituição do crime e afirmou ter planejado tudo para tentar salvar o próprio casamento. Ela tinha inventado para o marido que estava grávida e contou que “precisava” de uma criança para amenizar uma crise no relacionamento. A esteticista, mãe de quatro filhos com outros companheiros, tinha feito uma laqueadura (cirurgia para ligar as trompas) e não poderia engravidar novamente.
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Durante o depoimento, ela relatou que conhecia a vítima porque já havia colocado um piercing nela. Ela atraiu a grávida até uma mata na sexta-feira (26) dizendo que algumas pessoas queriam ajudá-la doando móveis para o bebê. Ao chegar ao local do crime, Gilmária golpeou a vítima com um pedaço de madeira e executou o crime, que, para a polícia, foi premeditado
As demonstrações feitas pela suspeita na cena do assassinato reforçam que essa versão é a verdadeira. Entretanto, os delegados ainda dependem de outras apurações para encerrar o caso, entre elas, avançar nas investigações sobre um homem, também preso e que morava nas imediações. A polícia quer saber se ele teve participação no crime, se Gilmária agiu sozinha, ou se contou com a participação de outra pessoa
Outra pendência é o exame de DNA, previsto para ficar pronto em até 30 dias, que vai confirmar se o bebê encontrado com a mulher é mesmo o filho de Patrícia. A polícia informou que o recém-nascido passa bem, está em local seguro, com conhecimento da Justiça.















