Prisão de filho que decapitou a própria mãe em BH é convertida em preventiva
Suspeito passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (24)
Minas Gerais|Isabella Guasti, do R7

A Justiça de Belo Horizonte converteu em preventiva a prisão de Ritchie Glaycon Rodrigues Viana, acusado de matar e decapitar a própria mãe no bairro Cachoeirinha, na região Nordeste da capital. Ele passou por audiência de custódia nesta quarta-feira (24).
Segundo o juiz Antônio Francisco Gonçalves, responsável pela audiência, há indícios suficientes de autoria e materialidade do crime, além da necessidade de manter o investigado preso para “garantir a ordem pública”. A magistratura destacou a extrema violência empregada no assassinato como um dos principais fundamentos para a manutenção da prisão.
Na decisão, o juiz afirma que “o periculum libertatis também se encontra presente e demonstra que a segregação cautelar é necessária para garantia da ordem pública, sobretudo em razão da gravidade concreta dos fatos”.
O magistrado ressaltou ainda que, conforme relatado nos autos, o investigado matou a própria mãe por estrangulamento, desferiu diversos golpes de faca e, posteriormente, decapitou a vítima, um modus operandi que revela “acentuada gravidade concreta da conduta”.
O crime
O crime aconteceu em um apartamento no bairro Cachoeirinha, na região Nordeste de Belo Horizonte. De acordo com a decisão judicial, policiais militares foram acionados após familiares e amigos estranharem o desaparecimento da vítima, que não respondia mensagens desde o último fim de semana.
Ao entrarem no imóvel, os militares encontraram Ritchie Glaycon e, ao serem informados por ele sobre o paradeiro da mãe, localizaram o corpo da mulher com a cabeça separada do restante do corpo.
Suspeito diz que ‘ouviu voz’ antes de matar a mãe
Em depoimento à Polícia Civil, o suspeito afirmou que mantinha uma relação difícil com a mãe e relatou possuir diagnóstico de esquizofrenia feito em Portugal. Ele disse que não fazia acompanhamento psiquiátrico nem utilizava regularmente medicação. Segundo o interrogatório, Ritchie declarou que ouviu uma voz ordenando que matasse a mãe. Ele contou que a estrangulou enquanto ela dormia, buscou uma faca na cozinha, desferiu diversos golpes e, após a morte, decapitou o corpo.
Apesar do relato sobre problemas psiquiátricos, o juiz destacou que ainda será necessária a realização de perícia para avaliar eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade penal do investigado. Até que haja uma conclusão técnica, a Justiça determinou a manutenção da prisão preventiva.
A decisão também determina que o acusado receba atendimento médico e psiquiátrico na unidade prisional. Atualmente, ele está custodiado no Centro de Apoio Médico e Pericial (CAMP), em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde permanecerá até nova deliberação judicial.
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