Referência mundial na produção de café, MG movimenta R$ 4,4 bilhões com a exportação do grão
Produto é o principal nas vendas para comércio internacional no agronegócio mineiro; 93 países compram com produtores de MG
Minas Gerais|Pablo Nascimento, do R7

O café não está presente na vida dos mineiros apenas como uma das bebidas mais populares entre a população. O plantio do grão movimenta a economia local e dá ao Estado o título de principal produtor do país e referência internacional no assunto.
Apenas em 2021, segundo o Governo de Minas, a exportação do café gerou R$ 4,4 bilhões para o mercado local, sendo o líder em vendas no agronegócio mineiro para o público externo. Os negócios foram fechados com 93 países.
Das 47 milhões de sacas produzidas no país na última safra, 22,1 milhões saíram de terras mineiras. Um levantamento na OIC (Organização Internacional do Café) mostra que, caso Minas Gerais fosse uma nação, ela só perderia o título de maior produtora mundial para o Brasil.
"O café encontrou no Brasil a vocação para produção em escala. Isso se deve, principalmente, à vegetação rasteira e ao solo montanhoso encontrado em algumas regiões, como Minas Gerais e na Bahia. Estas características favorecem grãos com acidez mais aguçada, que são extremamente valorizados", explica Vanúsia Nogueira, produtora e diretora-executiva eleita da OIC.
Os benefícios do consumo moderado de café são amplamente conhecidos. Diversos estudos já o associaram a uma melhora da saúde cardiovascular, menor risco de desenvolver doença de Parkinson, melhores níveis de energia, redução do risco de ter diabetes ti...
Os benefícios do consumo moderado de café são amplamente conhecidos. Diversos estudos já o associaram a uma melhora da saúde cardiovascular, menor risco de desenvolver doença de Parkinson, melhores níveis de energia, redução do risco de ter diabetes tipo 2 e depressão, entre outros efeitos positivos. Entretanto, neste Dia Nacional do Café, é importante lembrar que essa não é uma bebida que pode ser ingerida em grandes quantidades, especialmente por algumas pessoas que podem sofrer com os efeitos indesejados de um componente específico do café: a cafeína
De acordo com o Centro do Comércio de Café de Minas Gerais, a produção do grão no Estado começou por volta de 1.707, na região da Zona da Mata. A cultura substituiu a exploração de ouro, até então um dos principais alicerces da economia local à época.
Hoje, segundo a Seapa ( Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento), 52% dos municípios mineiros têm lavouras acima de 10 hectares, ou seja, uma área maior que 10 campos de futebol. São 45.109 cafeitures trabalhando no Estado.
Nesta quinta-feira (14), quando é celebrado o Dia Internacional do Café, Vanúsia avalia que a expectativa do setor segue positiva.
"Outro fator que contribui para a referência de Minas no mercado é que nossos produtores são extremamente empenhados em aumentar o plantio e a produtividade, com um nível de profissionalismo referência", destaca.
























