Sobe para 101 o número de cidades mineiras afetadas pela chuva
Quase 10 mil pessoas estão desalojadas e mais de 3 mil desabrigadas
Minas Gerais|Do R7

Subiu para 101 o número de cidades mineiras que já foram afetadas pela chuva.
De acordo com balanço divulgado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (CEDEC/MG) nesta segunda-feira (30), entre os municípios atingidos, 51 decretaram Situação de Emergência (SE) ou Estado de Calamidade Pública (ECP) e 50 apenas comunicaram eventos adversos relacionados à chuva.
Ao todo, os temporais já deixaram 9.205 pessoas desalojadas, 3.015 desabrigadas e uma desaparecida. Além disso, o período chuvoso 2013/2014 contabiliza 21 mortos e 150 feridos.
Já em relação aos danos materiais, 7.729 casas foram danificadas e 253 destruídas e 330 obras de infraestrutura danificadas e 224 destruídas.
Mortes
O último óbito do período chuvoso 2013/2014 registrado no Estado ocorreu em Buritizeiro, no norte do Estado. Na sexta-feira (27), Alisson Pablo da Silva Rocha, de 17 anos, morreu após ser atingido por árvore durante vendaval na BR-365. Segundo o Corpo de Bombeiros, a planta não resistiu à força dos ventos e caiu sobre o adolescente quando ele pilotava uma motocicleta.
Já as penúltimas mortes foram contabilizadas em Virgolândia, no Vale do Rio Doce, na noite de quinta (26). Nessa data, duas pessoas foram arrastadas por forte enxurrada depois que o córrego Palmital transbordou. Os corpos das vítimas, Luiz Gonçalves de Almeida, de 66 anos, e Emilson Pereira Lourenço, de 36, foram resgatados no dia seguinte. No entanto, uma terceira vítima ainda é procurada por integrantes do Corpo de Bombeiros de Governador Valadares e Belo Horizonte até esta segunda.
Ajuda federal
A presidente Dilma Rousseff anunciou novas ajudas humanitárias a Minas Gerais após sobrevoar, na última sexta-feira (27), ao lado do governador Antonio Anastasia (PSDB), as regiões do Estado afetadas por intensas chuvas.
Dilma falou após reunião de coordenação, no aeroporto de Governador Valadares, na presença de Anastasia. As prefeituras que têm o estado de calamidade reconhecido recebem um cartão para fazer gastos emergenciais.
A presidente lembrou o trabalho do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais e os mecanismos de alerta como pluviômetros, radares e mapeamentos de riscos nos municípios para avisar a população sobre algum evento natural.















