‘Um datezinho’, diz advogado de Kamila Simioni sobre foragido da Justiça na casa da influencer
Defesa da empresária alega que se tratou de um mero encontro e que não há vínculo entre os dois; delegado deu detalhes da prisão
Minas Gerais|Do R7
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Glauber Paiva, advogado da influenciadora Kamila Simioni, disse que a presença do foragido da Justiça na casa dela se deu apenas por questão de um date, um encontro, e que a empresária não tem nenhum vínculo com o homem. Vinicio Oliveira da Silva, suspeito de homicídio e tráfico de drogas, foi localizado na residência nessa terça-feira (25), no bairro Bandeirantes, região da Pampulha, em Belo Horizonte.
A Polícia Civil também deu mais detalhes sobre como foi realizada a prisão do foragido. Eles contam que Vinicio já estava desde a semana passada na casa e que será investigada a participação da influenciadora no caso. O advogado de Simioni, que também está atuando na defesa de Vinicio, afirmou que pedirá a revogação da prisão dele.
O que o suspeito fazia na residência
“A Camila Simioni, que é minha cliente há mais de 15 anos, não tem vínculo nenhum com isso. O que aconteceu foi um mero encontro, que a gente chama hoje de date, um datezinho, um café, então aconteceu do cumprimento ter sido na residência dela, só que ela não tem nenhum tipo de envolvimento com isso porque o caso é de 2011, o mandato de prisão foi expedido no ano de 2025 e veio a ser cumprido agora”, afirma o advogado.
Glauber confirmou que também está atuando na defesa de Vinicio e disse o que pretende após a prisão do suspeito: “o que a defesa vai fazer de forma bastante técnica, eu que atuarei para o acusado, é revogar a prisão dele e, caso não seja revogado, fazer a defesa técnica em toda a instrução”.
O advogado confirmou que o caso está em segredo de justiça e disse que ainda há uma divergência sobre o mandado de prisão que será apurado posteriormente numa questão de possível relaxamento de prisão.
Delegado dá detalhes sobre a prisão
O delegado da Polícia Civil, Thiago Machado, deu mais detalhes de como foi realizada a investigação que resultou na prisão de Vinicio. “A CORE recebeu informações de inteligência da Polícia Civil sobre a localização dele, que estava foragido desde o ano passado. Com base nessas informações descobrimos que ele estava nessa residência de alto padrão, foi tentado acionamento por interfone, mas não fomos atendidos, então equipes entraram no local e conseguiram logo nos primeiros cômodos identificar ele”.
Machado conta, ainda, que durante a abordagem Vinicio arremessou o telefone para os fundos da residência. O aparelho foi localizado e apreendido e poderá contribuir nas investigações. Além da CORE, a prisão contou com a ajuda de militares da PUMA para cerco a residência.
Em depoimento, o suspeito teria alegado que não tinha conhecimento do mandado de prisão em aberto. No entanto, o delegado acredita que isso não procede, já que o mandado não é recente. “É um mandado de prisão preventiva por crime de homicídio que ele está sendo investigado, esse mandado foi emitido em julho do ano passado, então tem mais de um ano. Certamente ele sabia que estava na condição de foragido”.
Machado explica, ainda, que Vinicio já é conhecido da polícia por várias outras passagens. “É um indivíduo que tem bastante experiência no mundo do crime, já foi preso diversas vezes, os primeiros boletins de ocorrência são de 2011, já foi condenado, passou pelo sistema prisional em diversas unidades”.
Após a prisão, segundo o delegado, o suspeito contou que estava na residência desde a última semana. A suspeita dos policiais é que ele permaneceu no local pois sabia que indo para fora poderia ser capturado, considerando o extenso patrulhamento que existe na região.
Com Vinicio não foram localizados nada ilícito, e havia poucas roupas dele na residência. Para Machado, esse seria um indício de alguém preparado para uma possível fuga. “Muito estranho uma pessoa que vai para o local passar um final de semana e não leva nada de roupa, devido isso a gente acredita que ele foi ali em uma condição de precariedade, e poderia sair dali a qualquer momento, por não carregar nada, seria mais rápido dele evadir”.
O delegado explicou, também, sobre a possibilidade da influenciadora Kamila Simioni ter conhecimento sobre o homem ser um foragido e supostamente estar abrigando ele na residência,. “Os fatos são notórios, não só pelo histórico do indivíduo, que já é conhecido no meio policial e no meio criminoso, então é difícil dizer não saber que se trata de um indivíduo envolvido com o crime. E outra condição é o fato da situação em que ele estava na residência e permaneceu lá por um longo período”, explica.
Caso seja comprovado que a empresária ajudou a esconder o foragido, ela poderá responder na Justiça, como explica o delegado: “a pessoa que tem conhecimento de que um indivíduo é procurado pela justiça e ajuda ele a se eximir das ações das autoridades policiais ela pode incorrer no crime chamado favorecimento pessoal. É um crime de menor potencial ofensivo, pois a pena não atinge dois anos, mas não deixa de ser um crime, que será apreciado pelo tribunal do juizado especial”.
De acordo com Machado, agora que Vinicio foi encaminhado ao sistema prisional, o próximo trabalho será realizado pelo Poder Judiciário, onde ele poderá responder tanto pelo crime do qual era procurado quanto por outros cujos processos constam no nome dele.
Audiência de custódia
A audiência de custódia de Vinicio foi realizada nesta quarta-feira (26), em Belo Horizonte, onde foi mantida a prisão. Depois, o preso foi citado para apresentar resposta à acusação pelo qual foi preso, no prazo de 10 dias.
De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), como a prisão foi realizada em cumprimento de mandado judicial e não em flagrante delito, a Justiça avaliou na audiência somente a legalidade da prisão e a ausência de violação de diretos do preso no cumprimento do mandado.
Momento da prisão
Vinicio, suspeito de homicídio e tráfico de drogas, foi preso na terça-feira (25), na casa da influenciadora Kamila Simioni, no bairro Bandeirantes, na região da Pampulha, em Belo Horizonte. Câmeras de drones flagraram o homem caminhando e falando no telefone dentro da residência.
Veja o flagrante:
Segundo a Polícia Civil, Vinício Oliveira da Silva, conhecido como “Neguinho da Mabel”, tinha um mandado de prisão em aberto por homicídio e é apontado como liderança do tráfico de drogas na região do Jardim Felicidade, também na capital mineira.
A prisão foi realizada por equipes da Coordenação de Recursos Especiais da Polícia Civil de Minas Gerais (CORE-PCMG). O suspeito foi encaminhado ao Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi cumprido o mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
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