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Veja o que se sabe sobre o acidente na BR-381 que matou profissionais da Band Minas

Colisão frontal entre carro da emissora e carreta, em Sabará, deixou dois mortos; vítimas eram o cinegrafista Rodrigo Lapa e a repórter Alice Ribeiro

Minas Gerais|Stéphanie Lisboa e Lucas Eugênio; da RECORD Minas e Cler Santos, do R7.

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O cinegrafista Rodrigo Lapa e a repórter Alice Ribeiro TNH1

Um grave acidente na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, resultou na morte de dois profissionais da Band Minas e mobilizou equipes de resgate na tarde de quarta-feira (15). A batida envolveu o carro da emissora e uma carreta, e ocorreu no km 441 da rodovia, próximo ao Posto Fumaça e à praça de pedágio, no sentido Belo Horizonte.

Como foi o acidente

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o carro da emissora seguia em direção ao Espírito Santo quando bateu de frente com o caminhão. O chamado para atendimento da ocorrência foi registrado por volta de 12h45.


Com o impacto, o veículo ficou destruído. A BR-381 precisou ser interditada nos dois sentidos para o trabalho das equipes de resgate, o que provocou congestionamento na região.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e atuou no atendimento às vítimas, com apoio do helicóptero Arcanjo. A concessionária responsável pela rodovia também participou do socorro.


Quem são as vítimas

As vítimas do acidente são o cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, e a repórter Alice Maria Ribeiro dos Santos Dadalt, de 35 anos.

Rodrigo Lapa morreu ainda no local. Natural de Porto Alegre e radicado em Minas Gerais, ele tinha passagens pela Band Minas entre 2022 e 2024 e havia retornado à emissora em dezembro de 2025. Reconhecido pelo profissionalismo e carisma, participou de coberturas marcantes, como o Carnaval de Belo Horizonte e a tragédia das chuvas na Zona da Mata.


Fora das redações, Rodrigo também se dedicava à arte e ao voluntariado. Palhaço de formação, levava alegria a crianças hospitalizadas e participou recentemente do projeto “Garagens Periféricas”. Ele deixa a esposa e a filha Lis, de 7 anos. O velório foi realizado nesta quinta-feira (16), no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte.

Já a repórter Alice Ribeiro foi socorrida em estado grave e levada ao Hospital João XXIII, mas não resistiu aos ferimentos. A morte cerebral foi confirmada na noite de quinta-feira (16).


Natural de Belo Horizonte, Alice tinha 35 anos e era formada em jornalismo pela PUC Minas. Iniciou a carreira como estagiária na TV Alterosa, passou pela TV Globo e pela Record Minas ainda na fase de formação. Após formada, atuou como repórter e produtora em Governador Valadares, seguiu para a Bahia, onde trabalhou na Rede Bahia, e depois para Brasília, onde integrou o Grupo Bandeirantes como repórter e âncora. Em agosto de 2024, retornou a Minas Gerais para atuar na Band Minas.

Na emissora, era conhecida pelo carisma e dedicação, sendo considerada o “coração das manhãs”. Na vida pessoal, vivia a expectativa de celebrar o primeiro ano do filho, Pedro, a quem chamava de “astronauta”. Também era defensora de pautas relacionadas ao autismo, causa que abraçava por conta do irmão.

Casada com um policial rodoviário federal, havia retornado recentemente de uma viagem com a família.

Doação de órgãos

Mesmo diante da perda, a família de Alice autorizou a doação de órgãos. Serão doados rins, fígado, pâncreas e córneas. O coração não poderá ser transplantado por inviabilidade clínica. O gesto foi destacado como reflexo dos valores de solidariedade que a jornalista defendia em vida.

Investigações

As circunstâncias do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades. Até o momento, não há informações detalhadas sobre o que teria provocado a colisão frontal.

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