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Vizinhos de viaduto que desabou começam a deixar casas neste domingo

Famílias ficarão hospedadas em um hotel custeado pela empresa que construía o elevado

Minas Gerais|Do R7

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Alça que permaneceu de pé pode cair a qualquer momento
Alça que permaneceu de pé pode cair a qualquer momento

As famílias que moram ao lado do viaduto Gurarapes, que desabou no início do mês matando duas pessoas e deixando 23 feridas, começam a deixar suas casas neste domingo (27). Todas as 186 famílias foram cadastradas pela Defesa Civil Municipal.

Segundo o órgão, os primeiros moradores transferidos serão os do Bloco 3 do condomínio Savana e dos Blocos 8 e 9 do Condomínio Antares. Eles serão acomodados no Hotel Soft Inn Belo Horizonte, no bairro São Cristóvão.

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A hospedagem, por tempo indeterminado, será custeada pela Cowan, empresa responsável pela construção do elevado. Serão pagas as diárias, café da manhã, almoço, jantar e serviços de lavanderia, além de transporte escolar para as crianças a partir de segunda-feira (28).

A medida, confrome a prefeitura, é para "garantir a segurança dos moradores". Na última semana, a Cowan apresentou um estudo informado que a alça norte do viaduto, que permaneceu de pé, pode cair a qualquer momento.

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Protesto

Nesse sábado (26), vizinhos da obra fizermam um protesto. Cerca de 50 pessoas fecharam o trânsito próximo ao viaduto João Samaha e depois seguiram para a rua Doutor Álvaro Camargos, um dos principais desvios usados pelos motoristas por conta da interdição.

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Com faixas e cartazes ("Grande inauguração viaduto Guararapes - conheça antes que caia"), os moradores criticam o descaso da Prefeitura de Belo Horizonte e da construtora Cowan, empresa responsável pela execução do empreendimento. A empreiteira admitiu que a alça desabou porque foi usado apenas 10% do aço necesário para o bloco, que sobrecarregou duas das dez estacas previstas. A Cowan, no entanto, culpa a Consol, empresa que elaborou o projeto. A PBH aprovou o documento e deu a ordem de serviço à Cowan, que também não revisou os cálculos - as partes discutem quem teria a responsabilidade de revisão.

Na sexta-feira (25), a Polícia Civil apresentou resultados parciais da perícia oficial, que aponta o afundamento de seis metros como causa do acidente. A PC ainda não fala em culpados.

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