Mais pessoas atrás de livros do que de carros? Bienal dá 760 mil razões para acreditar
Evento literário em São Paulo atraiu mais gente do que qualquer edição do principal evento de carros do país neste século
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Estou passado com a informação do público que compareceu à Bienal do Livro, em São Paulo, nos últimos 10 dias. 760 mil pessoas. Nem é o total que me impressiona. O que me chamou a atenção é que esse é um povo maior do que o que foi a qualquer edição do Salão do Automóvel deste século. O recorde foi de 756 mil, quatro mil atrás do número divulgado pela organizadora da Bienal.
Mais pessoas atrás de livros do que de carros? Como cantava Legião Urbana, 🎵 Que país é esse?
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Já sei o que você pensou. O valor do ingresso... o valor do ingresso... Sim, é mais barato ir à Bienal do que ao Salão, mas os dois eventos vivem de distribuir convites a torto e a direito. Quem comprava o da Bienal ainda tinha parte do valor transformado em desconto.
Só que estamos falando de livros numa nação que não lê. A média de leitura por ano, por brasileiro, é de menos de quatro livros, segundo o Instituto Pró-Livro. Mesmo assim, só metade deles é lido de ponta a ponta.

Fiquei feliz com as notícias. A maior parte das editoras presentes no evento declarou ter vendido mais, muito mais, do que em 2024. Assusta pensar que a Editora Rocco declarou ter vendido, em quatro dias do evento, mais do que um mês na maior rede de livrarias de Terra Brasilis, a Livraria Leitura, que tem 138 lojas por todo o país.
Agora é esperar 2028, pra ver se realmente essa é uma tendência que veio pra ficar. Mais livros significam uma população mais culta. Mais cultura, mais desenvolvimento. De vez em quando tenho a sensação de que o Brasil ainda tem jeito...
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