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O que sobra de um comercial quando você tira a celebridade dele

Duas redes de fast-food lançaram campanhas quase juntas, mas construídas sobre lógicas opostas

Além do Marketing|Murilo MorenoOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • McDonald's e Burger King lançaram campanhas simultâneas com estratégias opostas: McDonald's focou na oferta, enquanto Burger King destacou a celebridade Fiuk.
  • No comercial do McDonald's, a celebridade é um coadjuvante, enquanto no do Burger King, Fiuk é o ponto central da mensagem.
  • As campanhas refletem diferentes abordagens de comunicação: McDonald's parte da oferta para o consumidor, Burger King usa um evento momentâneo como justificativa.
  • Ambas as estratégias têm sido eficazes para as redes, destacando a importância das escolhas no marketing.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Entre o produto e a celebridade (Imagem gerada por IA / DALL-E)

Poucos dias separam as novas campanhas do McDonald’s e do Burger King. A líder veio com o humorista Thiago Ventura divulgando a promoção Economéqui. A desafiante colocou o cantor? (ator?) (piloto?) Fiuk para anunciar sua linha de milkshakes. Nada mais diferente, em termos de estratégia.

Méqui usa Thiago como um mero coadjuvante da história. Se trocá-lo por outro ator, tudo permanece igual. O herói é a oferta. Ele é um molho extra pro comercial. Já no caso do BK, a conversa não existe sem o Fiuk, o ponto central da mensagem. Se você tirar o milkshake e colocar um sanduba no lugar, tudo continua funcionando.


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A gente percebe o jeito de pensar de cada rede numa comparação simples como essa. Ambas são lanchonetes de hambúrgueres, ambas usam celebridades, mas o foco da comunicação é diverso. Méqui parte da cozinha para o consumidor, mesmo falando de oferta. BK parte de um fato momentâneo para justificar a escolha.

Faça um teste. Pense nesses dois comerciais daqui a dez anos. O primeiro vai ser possível entender, mesmo não conhecendo o humorista. O segundo, difícil, se você não se lembrar do cantor? (ator?) (piloto?) sendo deserdado e vendendo seus carros pra pagar os boletos.


Tem certo? Tem melhor? Não, tem escolha. E as duas redes têm crescido com as decisões que fazem, não só em mensagem, mas em todo o “composto de marketing”.

Méqui vai pra TV aberta, BK, só no shorts do YouTube, e muita imprensa falando a respeito. No final, comunicação só se muda se a fila na frente do caixa não se forma.


Como sempre digo, adoro essas aulas de marketing ao vivo!

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