O que sobra de um comercial quando você tira a celebridade dele
Duas redes de fast-food lançaram campanhas quase juntas, mas construídas sobre lógicas opostas
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Poucos dias separam as novas campanhas do McDonald’s e do Burger King. A líder veio com o humorista Thiago Ventura divulgando a promoção Economéqui. A desafiante colocou o cantor? (ator?) (piloto?) Fiuk para anunciar sua linha de milkshakes. Nada mais diferente, em termos de estratégia.
Méqui usa Thiago como um mero coadjuvante da história. Se trocá-lo por outro ator, tudo permanece igual. O herói é a oferta. Ele é um molho extra pro comercial. Já no caso do BK, a conversa não existe sem o Fiuk, o ponto central da mensagem. Se você tirar o milkshake e colocar um sanduba no lugar, tudo continua funcionando.
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A gente percebe o jeito de pensar de cada rede numa comparação simples como essa. Ambas são lanchonetes de hambúrgueres, ambas usam celebridades, mas o foco da comunicação é diverso. Méqui parte da cozinha para o consumidor, mesmo falando de oferta. BK parte de um fato momentâneo para justificar a escolha.
Faça um teste. Pense nesses dois comerciais daqui a dez anos. O primeiro vai ser possível entender, mesmo não conhecendo o humorista. O segundo, difícil, se você não se lembrar do cantor? (ator?) (piloto?) sendo deserdado e vendendo seus carros pra pagar os boletos.
Tem certo? Tem melhor? Não, tem escolha. E as duas redes têm crescido com as decisões que fazem, não só em mensagem, mas em todo o “composto de marketing”.
Méqui vai pra TV aberta, BK, só no shorts do YouTube, e muita imprensa falando a respeito. No final, comunicação só se muda se a fila na frente do caixa não se forma.
Como sempre digo, adoro essas aulas de marketing ao vivo!
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