Aditivo de radiador protege motor do carro: veja como usar
Países quentes como o Brasil demandam atenção com o radiador, líquido, bomba e outros itens e o carro dá sinais de problemas antes de parar completamente
Autos Carros|Marcos Camargo Jr. e Marcos Camargo Jr.

Especialmente em dias quentes de verão, o sistema de arrefecimento do carro funciona para proteger o motor do superaquecimento. E merece atenção pois falhas no sistema podem levar à perda do motor por inteiro. Esse sistema é composto por uma peça chamada radiador que é de metal e ajuda a resfriar o fluído que circula em alta velocidade por mangueiras e dutos passando por dentro do motor do carro.
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Uma peça fundamental nesse processo é justamente o chamado "fluído de arrefecimento". Trata-se de uma mistura que contém etilenoglicol que evita o aquecimento do motor ou, em países frios, do congelamento desse fluído. Mas como utilizar esse fluido de forma correta?

A composição desse aditivo conta com 50% de água desmineralizada e 50% de aditivos, entre eles, está o monoetilenoglicol, também conhecido como MEG. Esse componente químico atua para manter a pressão adequada, além de prevenir e recolher a sujeira, a fuligem e evitar a corrosão e a ferrugem no sistema aumentando a vida útil do propulsor. Um carro que não tem aditivo funciona na pressão e temperatura inadequados o que danifica bomba, mas mangueiras, compromete o desempenho do veículo e abrevia a vida útil do motor. Em países quentes como o Brasil o uso do fluído de arrefecimento é ainda mais importante.

Como utilizar o aditivo?
Primeiro é preciso descobrir qual é o tipo de aditivo recomendado para o carro. Essa informação se obtém diretamente com o fabricante, no manual do carro ou na internet.

Antes de comprar e utilizar esse produto é preciso aprender a olhar o nível desse fluído. Com o carro frio, na garagem de casa, abra o capô e identifique um reservatório geralmente esbranquiçado que tem uma mangueira de entrada e uma de retorno. Ali está o fluído que deve ter coloração azul, verde ou rosa conforme a marca e modelo do carro. Verifique se o fluído está entre o mínimo e o máximo.

Se estiver abaixo do mínimo descubra qual é o produto indicado e adicione no reservatório sempre com o carro frio e motor desligado. É completamente errado usar água de torneira nesse reservatório. A água contém cloro, sais minerais e prejudica o sistema de resfriamento do motor. Se não houver aditivo, use água apenas como paliativo.

Caso o reservatório tenha cor de barro, esteja com água ou com aditivo de baixa coloração, vale a pena levar o carro para um mecânico. Ele vai analisar a pressão desse fluído e o funcionamento de itens como bomba d´água, mangueiras e outros itens. A manutenção desses sistema não custa muito caro e é feita de forma rápida em oficinas.

Em função dessa importância, o motorista também deve ficar atento com as altas temperaturas do motor e do clima, além de combustíveis adulterados, que podem sobreaquecer o motor do carro. O próprio veículo "dá sinais" de que está trabalhando acima da temperatura ideal com o veículo perdendo força, com o medidor de temperatura do painel muito próximo do pico e necessidade constante de uso de água no reservatório. Esse é um sinal ao qual o motorista deve ficar sempre atento.
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Outra boa prática é saber utilizar a água desmineralizada, uma vez que cada fabricante tem uma indicação específica para misturar na solução de fluído e água. Por isso, é ideal fazer esse procedimento em uma oficina especializada.















