Hyundai Kona: testamos o SUV elétrico que tem preço de concorrentes flex
Elétrico da Caoa Hyundai surpreende na posição de guiar e autonomia real: veja o teste
Autos Carros|Marcos Camargo Jr e Marcos Camargo Jr.

No universo aquecido dos carros elétricos, as oportunidades estão em todas as marcas, com propostas mais ou menos interessantes. Quem busca um SUV compacto com boa autonomia e entrega de equipamentos tem no Hyundai Kona, importado pela Caoa, uma boa alternativa. O R7-Autos Carros testou a novidade, que chega ao país por interessantes R$ 219,9 mil.

Mas quais são os atributos que servem para chamá-lo de “interessante”? Ele foi lançado por R$ 289,9 mil e depois sofreu uma redução de R$ 70 mil. A Caoa explicou que era por causa da valorização do real diante do dólar neste ano. No entanto, entre o anúncio do carro e a oferta nas concessionárias, o dólar se desvalorizou apenas R$ 0,11.

Seja como for, o consumidor é quem ganha com essa oferta. O preço de R$ 219,9 mil é atrativo. Com esse recurso, é possível comprar um SUV médio turboflex, mas não um carro elétrico. E o Kona está acima de modelos como BYD Dolphin, GWM Ora, Caoa Chery iCar e Renault Kwid e-Tech.

Seu porte é de um SUV compacto, menor que o Creta. Tem 4,20 m de comprimento e 2,60 m de entre-eixos. Seu visual é bastante arrojado e chama atenção, com faróis afilados, grade fechada, com acesso ao ponto de carga feito por uma portinhola dianteira. Duro é encostar em algum obstáculo e ter problemas no futuro.

A traseira é mais genérica, com faróis afilados e porte avantajado. Por dentro, ele é como um hatch, com posição mais baixa e acabamento esmerado, sem falhas nem rebarba. É um carro sólido. O volante, com textura do plástico de painel e chave presencial, é o mesmo de modelos Hyundai conhecidos por aqui.

Ao ligar o botão, surge o HeadUp Display acrílico — destaque para a multimídia, com 10,25" com espelhamento Apple CarPlay e Android Auto, só com fio e GPS nativo. O motor do carro tem 136 cv e 40 kgfm de torque e baterias de 42 kWh com estrutura aparente debaixo do assoalho — ponto de atenção. Já em termos de segurança, o sistema de controle de cruzeiro adaptativo, frenagem e alerta de frenagem automáticos, farois de LED e conjunto de airbags completam o pacote.

Na prática, o Kona EV rendeu 320 km de autonomia, com consumo em torno de 8,5 kWh de energia elétrica. Ele pode ser carregado por cabo elétrico em tomadas 220 V, em sistemas wallbox de 7 kW e carregadores rápidos de 44 kWh. Em carregador residencial, a recarga dura em torno de oito horas; no carregador de alta potência, leva uma hora.

Ágil e confortável, o Kona é sobretudo ergonômico, algo incomum para um SUV. A posição de dirigir é correta, e ele tem aceleração linear, com bom curso de suspensão. Os passageiros vão gostar da viagem graças ao sistema Multilink da traseira; o espaço no banco traseiro também é bem aproveitado.

Para ingressar no mundo elétrico com algum planejamento de rotas e um ponto de carga em casa, o Kona EV é, sem dúvida, uma opção interessante. Mesmo que já tenha uma nova geração a caminho, ele surpreendeu pela boa dirigibilidade e eficiência. Seus concorrentes mais próximos são o BYD Yuan, bem mais caro, por R$ 269,9 mil, e o Peugeot e-2008, por R$ 209,9 mil.















