Baterias de estado sólido podem levar até 10 anos para chegar a 1% do mercado, diz estudo
Artigo diz que a produção de baterias de estado sólido vai levar tempo para ganhar escala

Um estudo divulgado pelo China News Weekly acendeu um alerta na indústria automotiva global: as baterias de estado sólido, frequentemente tratadas como a próxima revolução dos carros elétricos, ainda estão longe de alcançar escala relevante. A projeção indica que a tecnologia pode levar entre 5 e 10 anos apenas para atingir 1% de participação no mercado.
Promessa tecnológica
As baterias de estado sólido são vistas como evolução das atuais baterias de íons de lítio, com potencial para oferecer maior densidade energética, recarga mais rápida e maior segurança. No entanto, especialistas apontam que os desafios técnicos e industriais ainda são significativos.
Segundo o professor Ouyang Minggao, da Universidade Tsinghua, a tecnologia ainda exige tempo para amadurecer e não deve ser acelerada artificialmente.

A expectativa atual é que os primeiros usos comerciais ocorram de forma limitada entre 2026 e 2027, mas a produção em larga escala depende de avanços em custo, durabilidade e processos industriais.
Gargalos técnicos e custo ainda são entraves
O principal obstáculo está na viabilidade industrial. Diferente das baterias tradicionais, as de estado sólido exigem novos materiais, processos produtivos mais complexos e controle rigoroso de estabilidade química.
Além disso, ainda há desafios como degradação precoce em ciclos reais de uso, dificuldade de produção em larga escala e custos significativamente mais altos
Esse cenário faz com que a indústria avance por etapas intermediárias, como as baterias semissólidas, que já começam a aparecer em aplicações limitadas.
Indústria aposta em soluções atuais para ganhar escala
Enquanto o estado sólido não se consolida, fabricantes seguem investindo em tecnologias já dominadas, como as baterias LFP (fosfato de ferro-lítio) e NCM, que continuam evoluindo em autonomia e custo.
Hoje, essas soluções oferecem densidade energética entre 150 e 250 Wh/kg, enquanto novas tecnologias experimentais podem ultrapassar 600 Wh/kg — ainda longe da produção em massa. 
China lidera desenvolvimento, mas adota cautela
Mesmo com forte investimento estatal e domínio da cadeia global de baterias — responsável por mais de 75% da produção mundial — a China adota um discurso mais conservador sobre o estado sólido. O país já trabalha em padronização técnica e testes com montadoras locais, mas reconhece que a transição será gradual e dependente de ganhos de escala.
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