Changan confirma cinco carros no Brasil e tenta nova fase após utilitários de baixo custo
Changan volta em “casamento” com a Caoa nove anos após deixar o país

A chinesa Changan Automobile prepara um novo ciclo no Brasil. A marca confirmou o lançamento de cinco modelos no mercado nacional, iniciando pelo SUV Uni-T flex, movimento que marca uma tentativa de reposicionamento após uma primeira passagem discreta e de qualidade questionada na década passada.

A ofensiva ocorre em um momento em que as montadoras chinesas ampliam presença no país, impulsionadas por eletrificação, produção local e preços competitivos. A Changan agora é a nova sócia da Caoa que foi parceira da Hyundai e hoje mantém parceria com a Chery.
Primeira passagem no Brasil foi marcada por utilitários pequenos
A Changan já atuou no Brasil entre 2011 e 2016, período em que trouxe modelos como o Chana Cargo e o Chana Family, pequenos utilitários urbanos voltados ao transporte leve.

Os veículos chegaram com proposta de preço baixo, mas enfrentaram críticas relacionadas a acabamento, desempenho, segurança e rede de assistência limitada. O baixo volume de vendas e a dificuldade de consolidação da marca levaram à saída do mercado brasileiro poucos anos depois.
A Changan agora aposta em SUVs mais sofisticados. O primeiro confirmado é o Changan Uni-T flex, modelo médio com proposta tecnológica, que deverá atuar em um dos segmentos mais competitivos do Brasil.
Além do Uni-T, a marca confirmou outros quatro modelos, que devem incluir SUVs de diferentes portes e possivelmente veículos eletrificados, alinhando-se à tendência de expansão chinesa no país.
Changan no cenário global
Fundada em 1862, a Changan é uma das maiores fabricantes estatais da China. A empresa mantém joint ventures com marcas como Ford e Mazda no mercado chinês e investe fortemente em eletrificação, com submarcas dedicadas a veículos elétricos e híbridos.

No ranking global, figura entre os principais grupos automotivos chineses em volume de produção. A estratégia recente inclui expansão internacional, especialmente em mercados emergentes.
O retorno da Changan ocorre em um ambiente mais favorável e com uma rede pronta do grupo Caoa. Marcas como BYD, GWM, Omoda & Jaecoo e Caoa Chery ampliaram participação, enquanto o consumidor brasileiro passou a considerar com mais naturalidade veículos chineses, especialmente elétricos e híbridos.
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