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Chrysler 300C, o 'último dos grandes', sai de linha nos EUA 

Antes do fim, foi anunciada uma série especial de 2.000 unidades nos EUA E 200 no Canadá

Autos Carros|Marcos Camargo Jr. e Marcos Camargo Jr.

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300C em 2023: último suspiro
300C em 2023: último suspiro

O último Chrysler 300C deixou a linha de montagem em Ontario, Canadá, após 24 anos do retorno de um clássico americano. Com o fim da série, o Chrysler 300 aposenta o último dos grandes clássicos americanos, que já teve automóveis como Ford Crown Victoria, Chevrolet Caprice e Lincoln Town Car, entre outros. Antes do fim, foi anunciada uma série especial de 2.000 unidades nos EUA E 200 no Canadá.

No site da Chrysler, ainda é possível escolher as versões Touring e Touring L
No site da Chrysler, ainda é possível escolher as versões Touring e Touring L

Os últimos modelos receberam o pacote SRT, o mais potente da gama, com motor V8 6,4 litros com 485 cv e um pacote de suspensão ativa, diferencial antideslizante, freios Brembo e saídas de escapamento ativas.


300 Hurst foi o último em 1970
300 Hurst foi o último em 1970

No site da Chrysler, ainda é possível escolher as versões Touring e Touring L com motor V6 Pentastar de 292 cv, o 300S com motor V8 5,7 litros e o Hemi de 363 cv. Na prática, há poucas unidades nas concessionárias ou a caminho delas.

Em 1955, o primeiro 300 (A)
Em 1955, o primeiro 300 (A)

História de um clássico


O nome 300C já foi usado algumas vezes pelo antigo grupo Chrysler, marca que vem perdendo relevância desde 2008 e foi praticamente extinta pela Stellantis. Em 1939, a linha 300 fazia parte das versões Saratoga e New Yorker, sedãs tradicionais da época, vendidos até os anos 1950. Em 1955, a Chrysler lançou o 300 com motor V8 FirePower, que, em 1957, alcançaria os 300 cv no modelo 300-C e nos modelos New Yorker, e o luxuoso Imperial teria 392 cv.

300M voltou a usar a numeração no arrojado sedã de 1999
300M voltou a usar a numeração no arrojado sedã de 1999

Nos anos 1960, os “300” estavam em sua sexta geração e faziam sucesso no mercado, pelo custo-benefício. Eram carros potentes e não tão caros quanto um Ford ou Chevrolet e tinham o desempenho de um Pontiac GTO, Mercury Cougar ou outro modelo similar. Em 1970, o 300 se despedia com o “Hurst 300” com V8 de 7,2 litros e 375 cv, que teve só 501 unidades produzidas.


Últimos modelos receberam o pacote SRT
Últimos modelos receberam o pacote SRT

A linha 300 voltaria apenas em 1999, com o “300M” de visual futurista e motor V6 2,7 litros, que durou até 2004. Em 2005, o 300 seguiu a linhagem do 300M, com a plataforma LX, que traria elementos da Mercedes-Benz, parceira da Chrysler no grupo Daimler-Chrysler. Tinha motor 2.7 V6, mas marcou o retorno dos 5,7 V8 Hemi para os carros de passeio da marca e a linhagem SRT8 com motor 6,1 litros V8 de 425 cv. Também foi famoso pela versão Touring, com uma bela perua que terminou com a primeira geração, em 2010.

Novo design dos anos 1940, quando nasceu a designação “300”
Novo design dos anos 1940, quando nasceu a designação “300”

Na sequência, viria o 300 baseado em nova plataforma LD, com os modelos Touring, Limited, 300C e 300C AWD com tração integral e motores Pentastar V6, enquanto o SRT8 passaria a usar o motor 6,1 litros com 47 0cv. Agora ele deixa de ser oferecido na América do Norte, sem deixar sucessão.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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