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Cidade de SP não terá novos ônibus a diesel e vai receber 2.600 elétricos em 2023

Trólebus e modelos a bateria vão se integrar à frota da capital 

Autos Carros|Marcos Camargo Jr. e Marcos Camargo Jr.

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Ônibus elétricos deverão ser maioria em SP nos próximos anos
Ônibus elétricos deverão ser maioria em SP nos próximos anos

Uma lei municipal de 2018 que trata de mudanças climáticas, estabelece que a cidade de São Paulo não terá mais novos ônibus a diesel, apenas elétricos ou zero emissões. Por isso a Enel X, em conjunto com a Prefeitura de SP e as secretarias da Fazenda, Executiva de Transporte e Mobilidade Urbana, e da SPTrans, anunciaram um plano para troca da frota circulante na maior cidade do país.

BYD D11B é outro modelo elétrico que pode ser incorporado à frota de SP
BYD D11B é outro modelo elétrico que pode ser incorporado à frota de SP

Trata-se também da maior frota de ônibus do mundo com 15.000 veículos. No passado, São Paulo chegou a ter 18.000 veículos em 1.314 linhas mas o uso de modelos articulados maiores ajudou a reduzir a quantidade de ônibus e aumentar a capacidade de levar passageiros. O próximo passo é trocar essa imensa frota por modelos elétricos.


Prefeito de SP defende uso de modelos elétricos
Prefeito de SP defende uso de modelos elétricos

“A cidade de São Paulo sempre está em busca de projetos e soluções para melhorar o meio ambiente. Essa parceria com a Enel X é muito importante porque a redução de ônibus a diesel na nossa cidade vai permitir que diminua o índice de mortes e doenças respiratórias causadas pela poluição do ar”, afirma o prefeito Ricardo Nunes.

Elétricos já foram mais populares na capital paulista
Elétricos já foram mais populares na capital paulista

Parte dessa frota será composta por modelos da BYD. Já existem 18 veículos da marca rodando na capital paulista. A autonomia varia entre 220 e 300km com recarga de três horas o que é suficiente para um dia de operação. 


Últimos trólebus a chegarem à capital estrearam há 5 anos
Últimos trólebus a chegarem à capital estrearam há 5 anos

Dentro dos próximos dois anos, 20% da frota será nova e composta por veículos elétricos. Serão pouco mais de 2.600 novos veículos que começam a circular em São Paulo já em 2023. Atualmente a frota de elétricos tem apenas 219 veículos que circulam em corredores de grande demanda pela cidade.

Bondes elétricos em SP substituíram lentamente modelos puxados por cavalos após 1900
Bondes elétricos em SP substituíram lentamente modelos puxados por cavalos após 1900

A intenção, segundo o prefeito Ricardo Nunes é prioritariamente reduzir as emissões de poluentes em toda a cidade.


Apesar de decretos e leis, substituições totais fracassaram três vezes em SP
Apesar de decretos e leis, substituições totais fracassaram três vezes em SP

Ideia antiga

O plano de transformar a frota da cidade em ônibus elétricos já foi estabelecida e abandonada três vezes na história de São Paulo. O primeiro plano data de 1922 para substituir os bondes puxados a cavalo por modelos elétricos que já existiam desde 1900. Mas a cidade de grandes dimensões exigiu mais tempo para adaptação.


Última viagem de bonde em SP terminou no Largo Treze de Maio em Santo Amaro, zona sul de SP em 1968
Última viagem de bonde em SP terminou no Largo Treze de Maio em Santo Amaro, zona sul de SP em 1968

Em 1938 foi estabelecido um segundo plano de substituição de todos os bondes elétricos por trólebus ou “electrobus” como se chamavam à época. O primeiro trólebus só começou a circular por aqui 11 anos depois e com unidades importadas da Inglaterra e dos Estados Unidos. Foram quase mais duas décadas para que os bondes deixassem efetivamente de circular aqui com linhas mais longas para locais distantes como a linha Santo Amaro até o Instituto Biológico na Vila Mariana, zona sul de SP.

Primeira linha de metrô só ficaria pronta em 1974
Primeira linha de metrô só ficaria pronta em 1974

Com o fim dos bondes a prefeitura divulgou um terceiro plano de substituição total da frota de ônibus a diesel por modelos elétricos. A partir de 1961 a Grassi/Villares passaram a produzir os trólebus localmente mas nos anos 1970 a frota de elétricos simplesmente parou de crescer com a promessa do metrô cuja construção das linhas atrasaram.

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Em 1974 ficaria pronta a linha Norte Sul enquanto a leste oeste anunciada em 1975 foi parcialmente concluída em 1982 e finalmente terminada em 1988. Nessa época foram criados corredores de ônibus e novos terminais mas os modelos elétricos ficavam restritos a poucas linhas. Assim, a frota de ônibus em São Paulo cresceu ainda mais porém sempre usando veículos a diesel. Agora isso pode mudar com uma quarta tentativa rumo ao desafio de transportar cerca de 8 milhões de passageiros por dia só na capital paulista.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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