Como a China faz para evitar que motoristas ‘durmam’ ao volante
Lasers ‘antifadiga’ em rodovias são usados para reduzir acidentes

A China iniciou testes com um sistema inédito de iluminação a laser em rodovias com o objetivo de reduzir acidentes causados por fadiga ao volante.
A tecnologia projeta feixes de luz coloridos sobre o asfalto durante a noite para estimular a atenção do motorista em trechos longos e monótonos, onde o risco de sonolência é maior.
A informação é das autoridades de trânsito do Ministério de Gerenciamento de Emergências do governo chinês.

Frota de 350 milhões de veículos
A iniciativa surge em um cenário de alta complexidade no trânsito chinês, que tem um plano de redução anual de acidentes.
A China possui uma frota circulante que já supera a marca de 350 milhões de veículos, sustentada por um mercado que segue como o maior do mundo em volume de produção e vendas, cerca de 27 milhões de unidades ao ano.

Com esse volume, o desafio de segurança viária ganha escala. Dados recentes apontam que a China registrou cerca de 21,8 mil acidentes em 2024, com aproximadamente 19 mil mortes — números ainda elevados, mas que vêm apresentando queda gradual ao longo dos últimos anos, refletindo políticas públicas e avanço tecnológico no setor.
Recursos em prol da segurança
É nesse contexto que surgem soluções alternativas, como o sistema de lasers “antifadiga”. Instalados em trechos específicos de rodovias, os dispositivos projetam padrões luminosos dinâmicos que acompanham o sentido da via, criando estímulos visuais contínuos para o motorista.
A proposta é evitar o chamado “efeito túnel” — condição comum em viagens noturnas prolongadas, quando a monotonia da estrada reduz o nível de atenção.

A tecnologia ainda está em fase experimental, mas já foi aplicada em algumas vias expressas, especialmente em regiões com histórico de acidentes ligados à sonolência, que representa 20% das causas de acidentes fatais em estradas.

Outros recursos, como faixas vibratórias, sistemas de alerta em veículos e monitoramento por câmeras, também vêm crescendo na China.

Isso, somado ao extensivo uso de sistemas de condução autônoma (Adas) e itens como frenagem autônoma, controle de cruzeiro adaptativo e alerta de ponto cego, pode contribuir para melhorar a segurança do trânsito.
Apesar da proposta, o sistema também levanta questionamentos. Especialistas discutem possíveis efeitos colaterais, como distração excessiva ou impacto em motoristas sensíveis a estímulos luminosos. Ainda assim, o projeto já se mostra eficiente para reduzir acidentes em 10%, segundo o Ministério de Emergência na China.
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