Conheça a próxima grande marca chinesa de carros a chegar ao Brasil
BAIC produziu mais de 1,7 milhão de veículos em 2025 e vem ao Brasil ainda este ano
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Depois de GWM, BYD e, mais recentemente, Omoda & Jaecoo e Changan chegarem ao Brasil, mais um grupo chinês de grande volume anunciou que virá ao país.
O R7-Autos Carros conversou com fontes da própria marca no Salão de Pequim e a máxima está definida: a BAIC estará no Brasil a partir do segundo semestre desse ano.
A operação começa em 2026 com três modelos confirmados, rede inicial em três estados e meta de expansão rápida da presença comercial. A BAIC, que já foi uma fabricante de modelos de entrada, tem 68 anos de história.
Sediada em Pequim, a marca vendeu 1.070.000 unidades em 2025 na China e 1,7 milhão de veículos produzidos e vem crescendo de 10 a 12% ao ano nos últimos dez anos.
Segundo executivos da marca, o plano prevê 20 concessionárias até o fim de 2026, com início em São Paulo, Minas Gerais e Paraíba.
A revista Autoesporte apurou que um grupo de concessionários está disposto a representar a marca no Brasil, o que já deixaria a rede pronta para atuar aqui.

O portfólio inicial será composto por um elétrico compacto, um SUV e um utilitário com proposta off-road. Na prática, a ideia é ter um veículo de cada segmento e testar a aceitação dos modelos no Brasil para uma segunda fase.
Estrutura global e divisões da BAIC

Antes da operação brasileira, a BAIC já atuava como um dos maiores grupos automotivos da China. A empresa tem estrutura dividida em várias frentes:
Arcfox: divisão focada em veículos 100% elétricos e posicionamento mais tecnológico. O seu compacto mais vendido, que é o T1, está confirmado para o Brasil, mirando modelos como Geely EX2 e BYD Dolphin.
Beijing: linha de SUVs e utilitários, incluindo modelos off-road com ou sem eletrificação. A marca Beijing começou com modelos para o governo chinês (a frota de táxis da capital é produzida por essa divisão).
BAIC Motor: responsável por veículos de passeio a combustão e híbridos. É como uma marca “genérica” do grupo e produz modelos de alto volume.
Joint ventures: produção com marcas como Mercedes-Benz (via Beijing Benz) e Hyundai na China, além de uma parceria com a Foton. Os executivos da marca falam em uma ofensiva de todas as divisões, mas isso é mais complexo do que parece. Na prática, a marca deve vir apenas com as divisões Beijing, Arcfox e BAIC.
Modelos confirmados para o Brasil
Os executivos da BAIC no Salão do automóvel apontam como certos três modelos em uma ofensiva elétrica e híbrida. Embora tenha muitos modelos a combustão a BAIC virá apenas com eletrificados por conta da homologação mais simples em função das nossas complexas regras de emissões do Proconve L8.
Arcfox T1 (elétrico compacto)
O Arcfox T1 será o primeiro modelo da marca no Brasil. Trata-se de um elétrico compacto com foco urbano. Tem linhas arredondadas bem similares a modelos como Geely EX2, BYD Dolphin e GAC Aion UT além do recém anunciado MG4 Urban.

Nas medidas o Arcfox T1 tem 4,34M de comprimento, 2,77m de entre-eixos, 1,86 m de largura e 1,57 m de altura.
Dados principais:
- Motor elétrico: 95 cv
- Torque: 18 kgfm
- Bateria: 42,4 kWh
- Autonomia: até 400 km (ciclo CLTC)
A proposta é disputar espaço com modelos de entrada eletrificados, com foco em custo-benefício na faixa inicial de R$ 100 mil. Esse mercado já supera as 5.000 unidades no Brasil.
BAIC BJ30 (SUV híbrido / proposta off-road)
O BJ30 é um dos pilares da estratégia. Com visual quadrado, aposta em apelo off-road aliado à eletrificação. A BAIC mira modelos da BYD como Song Plus Premium, GWM Haval H6, Jaecoo 7 e tantos outros eletrificados.
Destaques:
- Motor 1.5 turbo + conjunto elétrico
- Potência combinada: até 409 cv
- Torque: 69 kgfm
- Tração integral
A proposta é competir com SUVs médios eletrificados com apelo aventureiro. Também estão no radar aqui modelos premium de entrada e SUVs a combustão cuja fatia está diminuindo ano a ano no Brasil.
BAIC X55 (SUV urbano)
O X55 será a opção mais convencional da gama inicial, focado em uso urbano. Esse produto tem diversos nomes como “Verve” ou “X55 Plus” com opção de motor a combustão ou híbrido. Na América do Sul é vendido no Paraguai na versão 1.5 a gasolina com 183cv.
Nas dimensões o X55 tem 4,62m de comprimento, 2,74 m de entre-eixos, 1,89 m de largura com 1,68 m de altura.

Configurações na China:
- Motor 1.5 turbo
- Potência entre 177 cv e 187 cv (varia por mercado)
- Câmbio automático de dupla embreagem
O modelo deve atuar no segmento mais competitivo do Brasil, enfrentando SUVs compactos e médios. Na prática, pelas dimensões, o X55 é um modelo médio com ambições e preço de compacto, o que pode representar mais ameaça para modelos compactos do Brasil.

Fábrica já no radar
A BAIC também avalia ampliar rapidamente o portfólio com produtos já consolidados na China como o BJ40 que tem ambições de Classe G com opções de motor híbrido e uma picape que ainda não foi lançada mas está em desenvolvimento.
Internamente, a marca também observa incentivos regionais e parcerias industriais, o que pode abrir caminho para montagem CKD ou produção nacional.

A BAIC começou nos anos 1950 montando veículos na China sob licença da Gaz russa. Desenvolveu linhas de motores para tratores e caminhões com o passar dos anos. Como marca estatal do governo de Pequim, produziu veículos militares e de frotas, como os táxis da capital.

A partir dos anos 2000, começou a produzir veículos de passeio. A marca comprou uma parte da Daimler e desenvolveu um braço de veículos de luxo, que é a marca Stelato (com a Huawei).
Também é a dona da Foton, que atua com as picapes Tunland vendidas no Brasil, mas por meio de um importador.
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