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Carro com correias e corrente: quais são os cuidados que você deve tomar?

No Brasil, temos carros com comando de corrente, correia dentada e correia banhada a óleo

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Os motores de carros no Brasil utilizam três tipos de sistemas de sincronização: corrente de comando, correia dentada e correia banhada a óleo.
  • A manutenção é crucial e deve incluir a escolha correta do óleo lubrificante, seguindo as recomendações do fabricante.
  • A correia dentada é econômica, mas tem vida útil limitada e exige troca regular, enquanto a corrente de comando é mais durável, mas com custo de reparo elevado.
  • A correia banhada a óleo melhora a eficiência e é silenciosa, exigindo atenção à qualidade do óleo para evitar degradação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A correia dentada exige troca periódica para evitar danos graves ao motor Freepik/Divulgação

Os motores atuais evoluíram para entregar mais eficiência, menor consumo e emissões reduzidas. No Brasil temos, em geral, carros com comando de corrente, como a linha Fiat e Jeep; correia dentada, como a linha Volkswagen; e correia banhada a óleo, como a linha Chevrolet e vários veículos diesel.

Nesse cenário, o sistema de sincronização entre virabrequim e comando de válvulas segue sendo um dos componentes mais críticos do motor — e hoje existem três soluções principais no mercado: correia dentada, corrente de comando e correia banhada a óleo.


O consumidor não pode escolher qual sistema vai uusar,mas a manutenção é o ponto mais crítico. Isso passa pela escolha do óleo lubrificante.

A correia banhada a óleo trabalha lubrificada dentro do motor Freepik/Divulgação

Cada sistema de sincronismo tem vantagens, limitações e aplicações específicas. A escolha não é do consumidor, mas entender as diferenças ajuda diretamente no custo de manutenção e na durabilidade do motor.


Correia dentada: baixo custo e manutenção previsível

A correia dentada ainda é a solução mais comum em motores compactos. Foi adotada como padrão em carros mais antigos, especialmente da linha GM, Ford e Volkswagen, até hoje.

Trata-se de uma cinta de borracha reforçada que sincroniza o funcionamento do motor e, em alguns casos, também aciona componentes como a bomba d’água.


Vantagens

• Menor custo de produção e manutenção

• Funcionamento mais silencioso


• Leveza, contribuindo para eficiência do motor

• Troca relativamente simples

Correias podem ter vida útil entre 50 mil e 100 mil quilômetros Freepik/Divulgação

Desvantagens

• Vida útil limitada (em média, 50 mil a 100 mil km)

• Exige manutenção preventiva obrigatória

• Risco de danos graves ao motor em caso de quebra

Na prática, é uma solução eficiente e barata — desde que o proprietário respeite os prazos de troca. Hoje, por exemplo, a linha TSI da Volkswagen, com T-Cross, Taos e tantos outros como Polo, Tera Nivus e outros modelos da marca, usa correia dentada.

Veículos mais antigos da GM, como a família Onix, também adotavam correia tradicional.

Corrente de comando: durabilidade e menor intervenção

A corrente de comando utiliza elos metálicos semelhantes aos de uma corrente de motocicleta. É comum em motores mais robustos ou com proposta de maior durabilidade.

As linhas Fiat (Argo, Cronos e Pulse/Fastback) e Jeep Compass ou Renegade, por exemplo, ou Hyundai (Creta e HB20) adotam corrente de comando.

Falhas no sistema de sincronismo podem gerar alto custo de reparo Freepik/Divulgação

Vantagens

• Alta durabilidade (em muitos casos, dura a vida útil do motor)

• Menor necessidade de manutenção preventiva

• Maior resistência térmica e mecânica

Desvantagens

• Maior peso e ruído

• Custo elevado de reparo, caso necessário

• Sistema mais complexo

Embora reduza a necessidade de manutenção periódica, quando há desgaste ou falha, o custo de reparo é significativamente maior.

Assim como as outras soluções, requer cuidado prolongado ao trocar óleo e filtro. Danos em conjuntos metálicos podem comprometer o veículo, com custo caro ao ter que trocar ou retificar o motor.

Correia banhada a óleo: eficiência e menor atrito

A correia banhada a óleo é uma solução mais recente, adotada por diversos fabricantes para reduzir atrito interno e melhorar eficiência energética. Ela funciona dentro do motor, lubrificada pelo próprio óleo.

Apesar de algumas críticas, é um sistema amplamente usado em veículos de vários países. Foi usada pela linha Ford Ka até 2021, PEUGEOT e Citroën Puretech 1.2, e hoje é usada na linha GM Onix, Tracker, Montana e em diversos veículos diesel.

A correia banhada a óleo exige atenção redobrada com lubrificação Freepik/Divulgação

Vantagens

• Menor atrito e maior eficiência

• Funcionamento silencioso

• Durabilidade maior que a correia dentada tradicional

• Custo inferior ao da corrente

Desvantagens

• Alta sensibilidade à qualidade e troca do óleo

• Pode sofrer degradação se a manutenção não for rigorosa

• Substituição mais complexa que a correia externa

Esse sistema exige atenção redobrada à manutenção. O uso do óleo correto e a troca no intervalo recomendado são fundamentais.

Fabricantes como a Chevrolet adotam o sistema e recomendam uma troca criteriosa de óleo e filtro em um intervalo de 10.000 km.

Qual é melhor?

Não existe uma solução universalmente superior. Cada sistema atende a uma proposta de engenharia. Correia dentada tem foco em baixo custo e simplicidade.

Corrente: foco em durabilidade e menor intervenção; e correia banhada a óleo: equilíbrio entre eficiência e custo.

O ponto mais importante não é o tipo de sistema, mas sim a manutenção preventiva correta. Em motores modernos, negligenciar revisões pode gerar custos elevados independentemente da tecnologia utilizada.

O ideal é sempre fazer a troca de óleo e filtro, seguindo as especificações da montadora, em um intervalo de no máximo 10.000 km.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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