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Greves nos EUA já afetam produção de carros vendidos no Brasil

Ford F-150, RAM, Grand Cherokee e outros veículos tiveram produção comprometida com persistência da greve há quase um mês

Autos Carros|Marcos Camargo Jr e Marcos Camargo Jr.

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Prestes a completar um mês, a greve que afeta grandes fábricas de carros nos Estados Unidos já ameaçam a produção de muitos carros que são exportados para vários países, incluindo o Brasil.

O United Auto Workers (UAW) conseguiu paralisar as atividades em boa parte das fábricas da General Motors, Ford e Stellantis que inclui as marcas Jeep e RAM. Atualmente 38 fábricas incluindo centros de distribuição de peças estão parcial ou totalmente fechados em diversos estados. Na última semana o sindicato contou 25.000 trabalhadores parados em meio às negociações de melhores condições financeiras de trabalho nos Estados Unidos.


Com esse impacto modelos já lançados no Brasil poderão ter a produção e entregas comprometidos ainda que o mercado nacional receba muitos desses produtos em baixo volume. A planta da Jeep em Detroit que produz o recém-lançado Grand Cherokee 4xe nos Estados Unidos está com a produção comprometida. Na cidade de Warren, também na região de Detroit, a produção da RAM também já foi afetada.

Greve na entrada de fábrica da GM na região de Detroit
Greve na entrada de fábrica da GM na região de Detroit

No início desta semana a Ford anunciou a demissão de mais 495 pessoas em um total de 1.800 demitidos. Em breve o Brasil terá o lançamento do Mustang Mach-E elétrico que também terá produção comprometida. O mesmo vale para o F-150, veículo líder em vendas, que também é vendido no mercado nacional desde o início desse ano.


Funcionários de fábricas de baterias de carros elétricos receberam proteção extra e acirraram movimento grevista
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As greves e protestos ficaram mais intensos quando a GM anunciou que iria dar cobertura do sindicato aos trabalhadores de suas linhas de montagem de carros elétricos. A equiparação soou como uma provocação a alguns grupos de funcionários que não tem proteções de seguro adicional e multa por desligamento entre outros benefícios. Diferente do Brasil com a CLT, bonificações e vantagens contratuais são negociados caso a caso entre sindicatos e as empresas.

No Canadá, a General Motors entrou em acordo com o sindicato UNIFOR ao oferecer um aumento de 25% nos salários e proteções adicionais de pensões e outros benefícios. No total 4200 funcionários fizeram uma greve temporária mas já voltaram ao trabalho.

Joe Biden em movimento grevista acirrou ânimos dos sindicatos com as empresas
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Shawn Fain, presidente do UAW, tem dito à imprensa que as negociações dos sindicatos estão avançando em meio a algumas conquistas para os trabalhadores, na visão do executivo. No mercado norteamericano, a produção ainda está 20% do nível pré-pandemia. Os trabalhadores dos sindicatos querem um reajuste da ordem de 40%. As empresas oferecem entre 20 e 30% de aumento salarial justificando falta de recursos. 

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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