Montadoras tradicionais usam subsídio e não investem em tecnologia, diz CEO da BYD
Stella Li tambem falou sobre a atuação da marca no Brasil e no mundo

Com destaque no segmento de carros híbridos e elétricos e em meio ao lançamento da picape híbrida Shark, no México, a CEO da BYD para as Americas, Stella Li, falou sobre a atuação da marca no Brasil e no mundo. O R7-Autos Carros conversou com a executiva a respeito do cenário.

Bastante assertiva, Stella Li disse que as marcas tradicionais estão com dificuldade de acompanhar a tecnologia das novas marcas. “Na China tem subsídio, o que acontece é que empresas aproveitam subsistido e outras não e investem em tecnologia”, disse ao comentar sobre o cenário de guerra que vive a eletrificação.

Hoje marcas tradicionais estão com dificuldades de brigar com as chinesas especialmente com a BYD. “Algumas marcas colocam a culpa no governo chinês mas a verdade é que o governo chinês colocou em prática ações que priorizaram a tecnologia. Há 20 anos já haviam estabelecido metas de investimento claras e já falavam em eletrificação mas as concorrentes colocam a culpa nas marcas chinesas e na verdade é uma questão de foco”, completou.
EUA e Tesla
Stella Li disse, porém, que o anúncio da fábrica no México irá direcionar a produção da BYD para a América Central. A marca diz que não há planos de entrada da BYD nos Estados Unidos que acabam de anunciar barreiras de impostos anunciadas pelos Estados Unidos.

Questionada sobre os comentários de Elon Musk sobre a dificuldade de concorrer com as novas marcas chinesas, Stella Li disse que a BYD “tem boas relações com a Tesla” e que a BYD busca ser “uma marca local” com produção local que entende as necessidades de cada país. É o caso da fábrica da Hungria na Europa e o anuncio futuro de uma nova fábrica para evitar as taxações. O mesmo ocorre no Brasil que anunciou novos impostos para carros híbridos e elétricos importados.

A BYD espera inaugurar a fábrica já anunciada em Camaçari até o final de 2025 O futuro do Brasil será híbrido ou elétrico O R7-Autos Carros perguntou a Stella Li sobre a aceitação dos carros eletrificados no Brasil. Atualmente a BYD lidera as vendas de elétricos e tem presença importante com modelos híbridos.
Mas qual é o futuro para o Brasil na eletrificação?
“Entendemos que o híbrido é um meio termo entre elétrico e combustão. Nossos carros PHEV (híbridos plugin) são justamente isso. Vemos que a primeira compra eletrificada será um híbrido plugin mas a segunda compra será um veículo elétrico”, disse. Ciclos rápidos de evolução A executiva lembrou que o ciclo de evolução dos híbridos é rápido. “Nosso híbrido plugin Song Plus tinha 50km de autonomia no modo elétrico e agora estamos com 100km na nova versão o que deixa o consumidor mais seguro”, explicou. Stella Li citou um dado de que 60% dos compradores do Song Plus avaliam depois comprar um carro 100% elétrico.

A BYD é a empresa mais desenvolvida nas vendas e na estrutura de uma empresa com base no Brasil seguida de perto pela GWM. Na China há empresas de grande crescimento que já anunciaram os primeiros passos como a OMODA Jaecoo, Hozon Neta e Geely Zeekr.















