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Montadoras tradicionais usam subsídio e não investem em tecnologia, diz CEO da BYD

Stella Li tambem falou sobre a atuação da marca no Brasil e no mundo

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Montadoras tradicionais usam subsídio e não investem em tecnologia, diz CEO da BYD

Com destaque no segmento de carros híbridos e elétricos e em meio ao lançamento da picape híbrida Shark, no México, a CEO da BYD para as Americas, Stella Li, falou sobre a atuação da marca no Brasil e no mundo. O R7-Autos Carros conversou com a executiva a respeito do cenário.

Montadoras tradicionais usam subsídio e não investem em tecnologia, diz CEO da BYD

Bastante assertiva, Stella Li disse que as marcas tradicionais estão com dificuldade de acompanhar a tecnologia das novas marcas. “Na China tem subsídio, o que acontece é que empresas aproveitam subsistido e outras não e investem em tecnologia”, disse ao comentar sobre o cenário de guerra que vive a eletrificação.


Montadoras tradicionais usam subsídio e não investem em tecnologia, diz CEO da BYD

Hoje marcas tradicionais estão com dificuldades de brigar com as chinesas especialmente com a BYD. “Algumas marcas colocam a culpa no governo chinês mas a verdade é que o governo chinês colocou em prática ações que priorizaram a tecnologia. Há 20 anos já haviam estabelecido metas de investimento claras e já falavam em eletrificação mas as concorrentes colocam a culpa nas marcas chinesas e na verdade é uma questão de foco”, completou.

EUA e Tesla

Stella Li disse, porém, que o anúncio da fábrica no México irá direcionar a produção da BYD para a América Central. A marca diz que não há planos de entrada da BYD nos Estados Unidos que acabam de anunciar barreiras de impostos anunciadas pelos Estados Unidos.


Montadoras tradicionais usam subsídio e não investem em tecnologia, diz CEO da BYD

Questionada sobre os comentários de Elon Musk sobre a dificuldade de concorrer com as novas marcas chinesas, Stella Li disse que a BYD “tem boas relações com a Tesla” e que a BYD busca ser “uma marca local” com produção local que entende as necessidades de cada país. É o caso da fábrica da Hungria na Europa e o anuncio futuro de uma nova fábrica para evitar as taxações. O mesmo ocorre no Brasil que anunciou novos impostos para carros híbridos e elétricos importados.

Montadoras tradicionais usam subsídio e não investem em tecnologia, diz CEO da BYD

A BYD espera inaugurar a fábrica já anunciada em Camaçari até o final de 2025 O futuro do Brasil será híbrido ou elétrico O R7-Autos Carros perguntou a Stella Li sobre a aceitação dos carros eletrificados no Brasil. Atualmente a BYD lidera as vendas de elétricos e tem presença importante com modelos híbridos.


Mas qual é o futuro para o Brasil na eletrificação?

“Entendemos que o híbrido é um meio termo entre elétrico e combustão. Nossos carros PHEV (híbridos plugin) são justamente isso. Vemos que a primeira compra eletrificada será um híbrido plugin mas a segunda compra será um veículo elétrico”, disse. Ciclos rápidos de evolução A executiva lembrou que o ciclo de evolução dos híbridos é rápido. “Nosso híbrido plugin Song Plus tinha 50km de autonomia no modo elétrico e agora estamos com 100km na nova versão o que deixa o consumidor mais seguro”, explicou. Stella Li citou um dado de que 60% dos compradores do Song Plus avaliam depois comprar um carro 100% elétrico.

Montadoras tradicionais usam subsídio e não investem em tecnologia, diz CEO da BYD

A BYD é a empresa mais desenvolvida nas vendas e na estrutura de uma empresa com base no Brasil seguida de perto pela GWM. Na China há empresas de grande crescimento que já anunciaram os primeiros passos como a OMODA Jaecoo, Hozon Neta e Geely Zeekr.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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