Pesquisa diz que consumidores não querem picapes elétricas
Edmunds divulga dados de pesquisa nos EUA e surpreende analistas com o resultado
Autos Carros|Marcos Camargo Jr. e Marcos Camargo Jr.

Após o período da pandemia onde os carros elétricos ganharam especial destaque além das regras mais rígidas de emissões, uma pesquisa divulgada hoje surpreendeu o mercado automotivo nos Estados Unidos. Segundo a Edmunds, 47% dos consumidores que pretendem comprar um modelo elétrico tem preferência por carros mais baratos “abaixo dos 40 mil dólares” que é a linha de corte de preço para um carro considerado “caro” nos Estados Unidos. A supresa ficou com o segmento de picapes: apenas 10% escolheriam uma picape como próximo carro elétrico para o dia a dia.
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Além disso, 22% gostariam que esse futuro carro elétrico custasse até US$ 30 mil mas consideram que há “poucas opções disponíveis” nessa faixa de preço.

Os jovens mostram intenção de compra de um carro elétrico, porém, com renda menor, não puderem comprar um veículo. 90% dos consumidores de 18 a 24 anos comprariam um carro elétrico e 83% dos jovens de 24 a 34 anos consideraria um modelo elétrico.

Consumidores não querem picapes elétricas
Outro dado interessante da pesquisa é que a maioria dos consumidores não considera a compra de uma picape elétrica interessante. Dos consumidores que comprariam um veículo elétrico, 43% optariam por um automóvel, 42% escolheria um SUV e apenas 10% escolheriam uma picape com motor elétrico.

Quanto a autonomia, 45% dos consumidores dizem que uma autonomia de 320km é aceitável e cerca de 1/4 afirmam que um carro com 160km também seria interessante. 17% esperam um carro com autonomia próxima dos 400km por recarga.

Tesla lidera confiança em carros elétricos
Quando questionados sobre a marca mais confiável em carros elétricos, a Tesla lidera a lembrança do consumidor com 23%, crescimento de 5% em relação à última pesquisa. A BMW vem em segundo com bem menos: 13% e a Toyota é a terceira com 12%. A Honda ficou com 8% e a primeira marca norte-americana citada na pesquisa foi a Ford com 7%, crescimento de apenas 1% em relação ao último índice.















