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Radares com IA já multaram mais de 16 mil motoristas em rodovias de São Paulo

Câmeras com 4K, leitores de placa com processador ultrarrápido e sensores de velocidade elevam precisão da fiscalização

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A fiscalização nas rodovias de São Paulo foi modernizada com a introdução de radares com inteligência artificial.
  • Em 2025, mais de 16 mil motoristas foram multados, um aumento de 41% em relação ao ano anterior.
  • Os novos equipamentos identificam comportamentos perigosos, como uso de celular e falta de cinto de segurança, que eram difíceis de detectar anteriormente.
  • O processo de autuação é híbrido, sendo validado por um agente da Polícia Rodoviária antes da emissão da multa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Radares têm captação de imagem de alta potência R7-Autos Carros/Imagem gerada por IA

A fiscalização nas rodovias paulistas entrou em uma nova fase com a adoção de radares equipados com inteligência artificial.

E engana-se quem pensa que apenas os celulares avançaram em oferecer câmeras com zoom óptico de alta precisão ou inteligência artificial no cotidiano do trabalho.


Em trechos das rodovias SP-340 e SP-342, no interior de São Paulo, os equipamentos já resultaram em mais de 16 mil autuações em 2025, segundo dados das concessionárias responsáveis pela operação.

Segundo a concessionária Renovias, foram aplicadas 16.137 multas em 2025 Renovias/Divulgação

Segundo a concessionária Renovias, foram aplicadas 11.408 multas em 2024, número que subiu para 16.137 em 2025, um crescimento de 41%. E o motivo? O uso da tecnologia para fiscalização.


Segundo os dados operacionais, a ausência do cinto lidera os registros Renovias/Divulgação

Os dispositivos estão instalados principalmente em regiões entre Campinas e Mogi Mirim e marcam uma mudança no padrão de fiscalização, ampliando o alcance para além do controle de velocidade.

O R7-Autos Carros já havia noticiado a aplicação da tecnologia, que só pode resultar em infração quando um agente de trânsito analisa a captação de imagem de alta potência.


Infrações mais comuns: celular e cinto de segurança

Diferentemente dos radares tradicionais, os sistemas com IA conseguem identificar comportamentos dentro do veículo.

As infrações mais registradas são o uso de celular ao volante e falta do cinto de segurança (inclusive passageiros no banco de trás).


Dispositivos estão instalados principalmente em regiões entre Campinas e Mogi Mirim Renovias/Divulgação

Essas condutas concentram a maior parte das autuações, justamente por serem difíceis de detectar por radares convencionais.

Segundo os dados operacionais, a ausência do cinto lidera os registros, seguida pelo uso do telefone durante a condução.

Outras infrações, como crianças fora da cadeirinha que é obrigatória, objetos que obstruem a visibilidade do motorista, passageiros que apoiam os pés sobre o painel entre outras infrações, também podem ser facilmente flagradas pelas câmeras com inteligência artificial.

Como funcionam os radares com IA

Os equipamentos utilizam um conjunto integrado de tecnologias que combina hardware e software avançado. Câmeras de alta resolução (Full HD e até 4K) são capazes de capturar imagens detalhadas do interior do veículo.

Radares com IA conseguem identificar comportamentos dentro do veículo R7-Autos Carros / imagem gerada por IA

Sensores de velocidade (laços indutivos ou radar Doppler) para medição precisa do deslocamento, que, se feito acima da velocidade média, pode indicar excessos ao volante; reconhecimento automático de placas (OCR/LPR), que identifica o veículo em milissegundos; também é aplicado, além da inteligência artificial com redes neurais treinadas para detectar padrões, como ausência de cinto ou uso de celular.

Esses sistemas conseguem analisar múltiplos quadros por segundo e operar 24 horas por dia, inclusive à noite, com apoio de sensores infravermelhos.

Validação humana ainda é obrigatória

Apesar do uso de IA, a multa não é gerada automaticamente. O processo funciona de forma híbrida.

A câmera identifica uma possível infração, o sistema envia o registro para uma central, um agente da Polícia Rodoviária valida a ocorrência e só então a autuação é emitida.

Esse procedimento busca garantir segurança jurídica e reduzir erros de interpretação.

Fiscalização mais ampla e aumento de multas

A adoção da tecnologia também impactou o volume de autuações. Em alguns trechos monitorados, o número de multas cresceu mais de 40% em um ano, refletindo a capacidade dos sistemas de identificar infrações que antes passavam despercebidas.

A tendência é de ampliação do uso desses equipamentos em rodovias brasileiras. As concessionárias avaliam novos pontos de instalação, com foco em redução de acidentes e monitoramento de comportamentos de risco.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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