Reino Unido adia proibição de carros a gasolina e cita alto custo para o consumidor
Inflação alta, custo elevado de produtos e baixa disponibilidade de energia limpa levam governo britânico a adiar em 5 anos a decisão de banir carros a combustão
Autos Carros|Marcos Camargo Jr e Marcos Camargo Jr.

Após avaliar os impactos da inflação e o alto custo de veículos de energia limpa o governo britânico anunciou hoje um adiamento em cinco anos da medida que iria proibir a venda de carros a combustão no Reino Unido.

Inicialmente a venda de carros a combustão seria proibida a partir de 2030. Agora o limite foi estendido para cinco anos, em 2035. Entre as razões, o primeiro ministro Rishi Sunak citou as dificuldades da transição energética com alto custo para o cidadão comum. “Precisamos fortalecer a nossa própria indústria automóvel, para não dependermos de importações fortemente subsidiadas e intensivas em carbono, de países como a China”, destacou.

Só em 2022, a Inglaterra registou inflação de 11%, a maior em 41 anos. Embora esse ano os preços estejam mais controlados, o governo agora aponta para um momento de privilegiar a indústria nacional.

Rishi Sunak citou em um discurso que os países já reduziram em 50% suas emissões desde 1990. A França reduziu em 22% e a China elevou as emissões em 300%. Segundo o dirigente é preciso agir de forma "pragmática e realista" protegendo as famílias britânicas que viram o custo de vida subir após a pandemia. Atualmente, 42% da energia usada no Reino Unido vem de fontes renováveis, o que o governo avalia como uma boa meta diante de outros países da União Europeia.

Até mesmo o prazo para troca de aquecedores a gás que era até o fim de 2030 será estendido. Mas não há uma data precisa para isso ocorrer. "Não vai acontecer antes de 2035", disse.















