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Sindicatos dizem que fechar fábricas da Volkswagen na Alemanha está “fora de cogitação” em declaração

Sindicatos rejeitam plano de contenção de custos na Europa em meio à crescente possibilidade de concorrentes chineses assumirem estruturas consideradas ociosas

Autos Carros|Marcos Camargo JrOpens in new window

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Volkswagen fábrica Alemanha

A pressão sobre a Volkswagen na Europa voltou a aumentar após novas discussões sobre excesso de capacidade produtiva nas fábricas alemãs. Mas os sindicatos ligados à montadora deixaram claro que fechamento de unidades “está fora de cogitação”.Em declarações publicadas pela agência Reuters neste final de semana, líderes do sindicato IG Metall e do conselho trabalhista da Volkswagen afirmaram que a empresa não poderá voltar atrás no acordo firmado em 2024, quando a montadora aceitou preservar as fábricas alemãs em troca de um amplo programa de redução de custos e corte de 35 mil empregos até 2030.


Volkswagen fábrica Alemanha Volkswagen/Divulgação

A chefe do conselho trabalhista da Volkswagen, Daniela Cavallo, ao lado da líder do IG Metall, Christiane Benner, reforçou que o grupo sindical continuará tratando o fechamento de fábricas como uma “linha vermelha”. Segundo eles, qualquer solução para o excesso de capacidade deverá passar por novos modelos de negócio, parcerias industriais ou reaproveitamento das plantas — mas sem encerrar operações.A discussão voltou ao centro do debate após executivos da Volkswagen admitirem estudar alternativas para fábricas ociosas na Alemanha, incluindo possíveis parcerias com empresas chinesas ou até uso industrial voltado ao setor de defesa. Algumas unidades, como Zwickau e Osnabrück, operam abaixo da capacidade desde a desaceleração do mercado europeu de elétricos.

Projeção da nova Volkswagen Tukan Projeção feita com auxílio de IA: R7-Autos Carros/Reprodução

A situação reflete um momento delicado para a Volkswagen na Europa. A marca enfrenta margens menores, concorrência crescente das fabricantes chinesas e custos elevados de produção na Alemanha. Enquanto isso, revê planos de investimentos e também prevê o lançamento de modelos elétricos mais em conta.Enquanto isso, a realidade na América do Sul é bastante diferente. No Brasil e na América do Sul, a Volkswagen atravessa uma das fases mais fortes dos últimos anos. A marca lidera o segmento de SUVs compactos com a ofensiva formada por T-Cross, Tera e Nivus, além do bom desempenho de modelos como Polo e Saveiro.


Projeção da nova Volkswagen Tukan Projeção feita com auxílio de IA: R7-Autos Carros/Reprodução

Somente no acumulado de 2026, os três SUVs compactos da marca já se aproximam de 70 mil unidades vendidas no Brasil, consolidando uma estratégia que virou referência dentro do grupo alemão.Além disso, a Volkswagen prepara uma nova fase de eletrificação regional com híbridos flex, atualização das plataformas MQB e a futura picape Tukan, que será produzida em São Bernardo do Campo e pode ser anunciada hoje durante a convocação da Seleção Brasileira.

A diferença entre os dois cenários mostra justamente o desafio atual da montadora: enquanto a Europa enfrenta desaceleração dos elétricos e pressão industrial, mercados emergentes como Brasil e América do Sul seguem sustentando crescimento em segmentos mais rentáveis e com maior demanda por SUVs compactos e híbridos.


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